quarta-feira, 8 de julho de 2026

MEMÓRIA BREJEIRA - JOÃO BAWDEN - PREFEITOS BREJEIROS DE ANTIGAMENTE, SÉRIE I

Meu Espaço - Clube de Autores

 

João Bawden – O Prefeito que Modernizou o Brejo das Almas

 Série:
Prefeitos Brejeiros de Antigamente – Volume I

Coleção:
Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá

FICHA TÉCNICA

Título:
João Bawden – O Prefeito que Modernizou o Brejo das Almas

Série:
Prefeitos Brejeiros de Antigamente – Volume I

Coleção:
Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá

Autor:
Enoque Alves Rodrigues

Pesquisa Histórica:
Enoque Alves Rodrigues

Texto e Organização:
Enoque Alves Rodrigues

Projeto Editorial:
Enoque Alves Rodrigues

Projeto Gráfico e Capa:
Enoque Alves Rodrigues

Revisão:
Alcaminos Revisores Gráficos

Formato:
14,8 × 21 cm

Número de páginas:
201

Idioma:
Português

Gênero:
História Regional / Biografia / Memória

1ª Edição:
2026

Local de publicação:
São Paulo – SP

ISBN:

Todos os direitos reservados.

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, armazenada ou transmitida por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, sem autorização prévia e por escrito do autor, excetuadas as citações permitidas pela legislação vigente.

© 2026 – Enoque Alves Rodrigues

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO DA OBRA,8 A 11

ACERVOS, FONTES E DOCUMENTOS PESQUISADOS, 12 A 16

PREFÁCIO, 17 E 18

SINOPSE, 19 E 20

SOBRE O AUTOR, 21 A 23

SÍNTESE BIOGRÁFICA DO DR. JOÃO BAWDEN, 24 A 29

ABERTURA: EXISTEM CIDADES QUE JAMAIS PODEM ESQUECER, 30 A 36

CAPÍTULO I

O BRASIL QUE ENCONTROU JOÃO BAWDEN, 37 A 53

CAPÍTULO II

A FAMÍLIA QUE MOLDOU UM HOMEM PÚBLICO, 54 A 59

CAPÍTULO III

A ESCOLA DE MINAS, 60 A 73

CAPÍTULO IV

O ENGENHEIRO DAS ESTRADAS, 74 A 88

CAPÍTULO V

O HOMEM QUE VEIO DE PASSAGEM, 89 A 97

CAPÍTULO VI

O CHAMADO DO DESTINO, 100 A 106

CAPÍTULO VII

O PRIMEIRO DIA DE GOVERNO, 107 A 120

CAPÍTULO VIII

A CIDADE QUE PRECISAVA SE MODERNIZAR, 121 A 126

CAPÍTULO IX

AS ESTRADAS, 127 A 134

CAPÍTULO X

A EDUCAÇÃO COMO ALICERCE DO PROGRESSO, 135 A 141

CAPÍTULO XI

O URBANISTA DO BREJO, 142 A 148

CAPÍTULO XII

O PREFEITO QUE O BREJO ESCOLHEU, 149 A 151

PRÓLOGO, 152 A 164

CARTA AOS FUTUROS BREJEIROS, 165 A 170

ÚLTIMA PÁGINA, 171 A 173

CURIOSIDADE HISTÓRICA, 174

NOTAS BIOGRÁFICAS ADICIONAIS:

NOTA 1 - BREJO DAS ALMAS ÀS VÉSPERAS DE UMA NOVA ERA. NOTA 2 - DAS MINAS IMPERIAIS AO SERTÃO NORTE-MINEIRO, 175 A 188

ÁLBUM FOTOGRÁFICO, 189 A 193

FICHA CATALOGRÁFICA DA COLEÇÃO BREJO DAS ALMAS, 194 A 201

APRESENTAÇÃO DA OBRA

Há muito tempo venho pensando em escrever este livro.

Na verdade, talvez eu o esteja escrevendo desde menino.

Nasci quando o antigo Brejo das Almas ainda conservava muito de sua velha alma sertaneja. Cresci ouvindo histórias contadas nas calçadas, nas varandas das fazendas, nos bancos da praça e nas rodas de conversa que pareciam nunca ter fim. Naquele tempo, as pessoas não aprendiam a história da cidade nos livros. Aprendiam ouvindo os mais velhos.

Foi assim que conheci muitos dos personagens que marcaram a vida do Brejo.

Uns já haviam partido.

Outros ainda caminhavam lentamente pelas ruas, trazendo consigo lembranças que nenhum documento registrava.

Cada conversa revelava um pedaço da história.

Cada lembrança ajudava a compreender melhor quem éramos.

Com o passar dos anos, percebi que aquela geração começava a desaparecer.

Levava consigo um patrimônio imenso.

A memória do Brejo.

Foi então que compreendi uma verdade simples.

Se ninguém escrevesse essas histórias, elas morreriam junto com aqueles que as guardavam.

Nascia ali, talvez sem que eu percebesse, o compromisso que me acompanharia durante toda a vida.

Pesquisar.

Ouvir.

Comparar documentos.

Consultar jornais antigos.

Visitar arquivos.

Conversar com famílias.

Anotar nomes.

Confirmar datas.

Preservar aquilo que o tempo insistia em apagar.

Depois de muitos anos de pesquisa, compreendi que a história de uma cidade não é feita apenas pelos grandes acontecimentos.

Ela é construída, sobretudo, pelas pessoas.

Homens e mulheres que dedicaram parte de suas vidas ao bem comum.

Entre esses homens, poucos deixaram marcas tão profundas quanto João Bawden.

Engenheiro por formação.

Administrador por vocação.

Mineiro de nascimento.

Brejeiro por escolha.

Ao escrever sua biografia, descobri que também estava escrevendo a história de uma época.

A história de um município que aprendia a organizar suas ruas.

A cuidar de suas escolas.

A conservar suas estradas.

A modernizar seus serviços públicos.

A construir seu futuro.

Este livro nasceu desse encontro entre memória e pesquisa.

Não pretende transformar ninguém em herói.

Nem esconder as dificuldades de seu tempo.

Pretende apenas contar, com honestidade, como viveu um homem que escolheu dedicar seus melhores anos ao antigo Brejo das Almas.

Se estas páginas conseguirem despertar no leitor o mesmo amor que sinto por esta terra, considerarei plenamente cumprida a missão deste trabalho.

Porque cidades também têm alma.

E a alma de Francisco Sá continua habitando o velho Brejo das Almas.

ACERVOS, FONTES E DOCUMENTOS PESQUISADOS

A elaboração desta obra fundamentou-se na pesquisa e no cruzamento de informações provenientes de diferentes acervos documentais, bibliográficos, iconográficos, jornalísticos e de memória oral, com o objetivo de preservar a fidelidade histórica e oferecer ao leitor uma narrativa consistente sobre a vida e a administração do prefeito João Bawden Teixeira.

Arquivos Públicos e Instituições de Pesquisa

  • Arquivo Público Mineiro – Belo Horizonte, Minas Gerais.
  • Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Mariana – Mariana, Minas Gerais.
  • Arquivo Histórico da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
  • Arquivo Histórico da Prefeitura Municipal de Mariana.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG).
  • Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa – Belo Horizonte.
  • Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.
  • Arquivo Nacional.

Acervos Municipais

  • Prefeitura Municipal de Francisco Sá.
  • Câmara Municipal de Francisco Sá.
  • Arquivo Administrativo do Município de Francisco Sá.
  • Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Francisco Sá.
  • Paróquia São Gonçalo de Francisco Sá.
  • Cemitérios e registros paroquiais do antigo Brejo das Almas.

Jornais e Periódicos Consultados

  • Liberal Mineiro (Ouro Preto).
  • Minas Geraes (Órgão Oficial do Estado).
  • Jornais históricos de Mariana.
  • Jornais históricos de Montes Claros.
  • Revistas do Arquivo Público Mineiro.
  • Revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Bibliografia Histórica

Foram consultadas obras relativas à história de Minas Gerais, da República Velha, da Revolução de 1930, do Estado Novo, da formação política do Norte de Minas, da engenharia brasileira e da administração pública municipal.

Fontes Digitais

Também foram consultados bancos de dados, repositórios universitários, catálogos documentais e bases digitais de pesquisa histórica, entre eles:

  • Repositório Institucional da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), especialmente estudos sobre a história política de Mariana.
  • Sistema Integrado de Acesso do Arquivo Público Mineiro (SIAAPM), para identificação de documentos e correspondências relativas a João Bawden Teixeira.
  • Acervos históricos vinculados à Universidade Federal de Ouro Preto e à documentação da antiga Câmara de Mariana.

Fontes Orais

A presente obra também incorpora informações preservadas pela tradição oral do antigo Brejo das Almas, colhidas ao longo de décadas de entrevistas e conversas com moradores, descendentes de famílias tradicionais e estudiosos da história local. Sempre que possível, essas narrativas foram confrontadas com documentos escritos, respeitando-se a distinção entre fatos documentalmente comprovados e memórias transmitidas entre gerações.

Pesquisa do Autor

Grande parte das informações aqui reunidas resulta de mais de cinco décadas de pesquisas desenvolvidas por Enoque Alves Rodrigues, por meio da coleta de documentos, fotografias, jornais antigos, manuscritos, depoimentos, registros familiares e estudos sobre a formação histórica, política e cultural do antigo Brejo das Almas, atual Francisco Sá.

Esta obra integra a coleção Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá, cujo propósito é preservar, documentar e difundir a memória histórica do município e de seus protagonistas para as presentes e futuras gerações.

 PREFÁCIO

A história de um povo é construída não apenas pelos grandes acontecimentos nacionais, mas também pela atuação daqueles que, em suas comunidades, dedicaram inteligência, trabalho e espírito público ao bem comum. João Bawden pertence a esse seleto grupo de homens cuja passagem pela administração municipal deixou marcas profundas e permanentes.

Neste primeiro volume da série Prefeitos Brejeiros de Antigamente, Enoque Alves Rodrigues oferece ao leitor um criterioso resgate histórico da vida e da obra de um administrador cuja trajetória se confunde com uma das fases mais importantes do desenvolvimento do antigo Brejo das Almas.

Ao reunir fatos, documentos, relatos e reflexões, o autor preserva uma memória que poderia se perder com o tempo, prestando justa homenagem a um homem que transformou desafios em realizações e conquistou o respeito da população por sua integridade e capacidade administrativa.

Mais do que recordar um prefeito, esta obra convida o leitor a compreender a formação histórica de Francisco Sá e a valorizar aqueles que contribuíram para a construção de sua identidade.

Eliomar de Oliveira Cavalcante

 SINOPSE

JOÃO BAWDEN – O Prefeito que Transformou o Brejo das Almas é o primeiro volume da série Prefeitos Brejeiros de Antigamente, dedicada a preservar a memória dos homens públicos que contribuíram para a construção da história de Francisco Sá, antigo Brejo das Almas.

Muito além de uma simples biografia, esta obra resgata a trajetória de um engenheiro, político e administrador que encontrou no pequeno município sertanejo a missão de sua vida. Oriundo de uma tradicional família mineira, João Bawden chegou ao Brejo quase por acaso, durante trabalhos de engenharia, mas ali permaneceu por amor à terra e ao seu povo.

Em poucos anos promoveu importantes transformações urbanas, reorganizou a administração municipal, investiu na infraestrutura, valorizou a educação e conquistou o respeito da população pela honestidade, simplicidade e dedicação ao serviço público.

Baseado em pesquisas, documentos e relatos históricos, Enoque Alves Rodrigues reconstrói a vida de um dos mais importantes prefeitos da história do município, oferecendo às novas gerações um valioso testemunho sobre a formação política e social do Norte de Minas.

Uma leitura indispensável para todos aqueles que desejam conhecer as raízes de Francisco Sá e compreender como homens de visão ajudaram a escrever a história do antigo Brejo das Almas.

 SOBRE O AUTOR

Enoque Alves Rodrigues é escritor, pesquisador, cronista e memorialista brasileiro, dedicado há mais de cinco décadas ao estudo da história, da cultura e da formação social do antigo Brejo das Almas, atual Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais.

Natural de Francisco Sá, desenvolveu ao longo da vida um profundo trabalho de pesquisa documental e de preservação da memória regional, reunindo informações provenientes de arquivos públicos, jornais antigos, documentos históricos, fotografias, depoimentos e tradições orais. Seu compromisso com a verdade histórica e com a valorização das raízes brejeiras transformou-o em uma das principais referências na documentação da história do município.

Além de pesquisador, construiu uma sólida carreira profissional nas áreas de engenharia, logística, administração de materiais e gestão de estoques, experiência que serviu de base para diversos livros técnicos e de desenvolvimento humano.

É autor de dezenas de obras publicadas, entre elas:

*  Gestão Geral de Estoques

*  Manual do Bom Almoxarife

*  Liderança Conquistada

*  O Poder de um Verdadeiro Sorriso

*  Nada Pode Parar Você

*  Saia do Fundo do Poço

*  Antes de Me Tornar Forte

*  O Dia em que Decidi Não Desistir

*  O Lado Humano da Dor

*  Influência Inteligente no Ambiente Corporativo

* O Livro que Vai Mudar o Seu Ano

Na área da memória histórica, dedica-se à preservação da identidade cultural do Norte de Minas por meio de livros, pesquisas e milhares de crônicas sobre o antigo Brejo das Almas, contribuindo para que personagens, fatos e acontecimentos relevantes permaneçam vivos para as futuras gerações.

"João Bawden – O Prefeito que Modernizou o Brejo das Almas" inaugura a coleção Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá, série que resgata, de forma rigorosa e acessível, a trajetória dos homens e mulheres que contribuíram para a construção da história política, administrativa, social e cultural do município.

Mais do que escrever livros, Enoque Alves Rodrigues dedica sua vida a preservar um patrimônio que não pode ser perdido: a memória de um povo. Seu representa um legado para pesquisadores, estudantes, professores e para todos aqueles que compreendem que conhecer o passado é condição indispensável para construir o futuro.

 SÍNTESE BIOGRÁFICA

JOÃO BAWDEN TEIXEIRA

"Existem homens cuja grandeza não se mede pelos títulos que ocuparam, mas pelas marcas que deixaram na terra onde viveram."

Origens

João Bawden Teixeira nasceu em Mariana, Minas Gerais, na segunda metade do século XIX, em uma das famílias mais influentes da então Província de Minas Gerais.

Era filho do ilustre médico, minerador e homem público Dr. Antônio Teixeira de Sousa Magalhães e de Dona Maria Angelina Bawden, descendente da tradicional família Bawden, ligada à exploração mineral da histórica Mina da Passagem, em Mariana.

Recebeu sólida formação intelectual e moral, em um ambiente familiar onde o estudo, a responsabilidade pública e o compromisso com o desenvolvimento de Minas Gerais eram valores cultivados diariamente.

Desde cedo revelou grande interesse pelas ciências exatas, especialmente pela matemática, pela cartografia e pela engenharia, vocação que definiria sua futura trajetória profissional.

Formação

Ingressou na tradicional Escola de Minas de Ouro Preto, uma das instituições de ensino mais prestigiadas do Brasil no final do século XIX.

Ali recebeu formação técnica de elevado nível, destacando-se como Engenheiro Geógrafo, profissão que lhe proporcionaria intensa atuação na abertura de estradas, levantamentos topográficos e projetos de infraestrutura em diversas regiões mineiras.

Durante sua permanência em Ouro Preto, ampliou seus conhecimentos técnicos e consolidou uma visão moderna sobre administração, planejamento territorial e desenvolvimento regional.

Vida Pública

Antes mesmo de chegar ao Norte de Minas, João Bawden já possuía experiência política.

Registros históricos indicam sua atuação na vida pública marianense, exercendo funções legislativas e participando ativamente da política de sua região.

Essa experiência administrativa e política seria decisiva anos mais tarde, quando assumiria a Prefeitura do antigo Brejo das Almas.

O Engenheiro

Transferiu-se posteriormente para Montes Claros, onde participou da fundação de uma importante empresa de engenharia voltada para a abertura de estradas no Norte de Minas Gerais.

Ao lado de destacados engenheiros e lideranças regionais, colaborou na implantação de centenas de quilômetros de vias de comunicação, contribuindo para integrar economicamente uma vasta região até então marcada pelo isolamento.

Foi durante esses trabalhos de campo que conheceu o pequeno povoado de Brejo das Almas.

O Encontro com o Brejo

Sua chegada ao Brejo das Almas ocorreu de forma casual.

Enquanto realizava levantamentos topográficos para abertura de novas estradas, encantou-se com a simplicidade da população, com a hospitalidade dos moradores e com o enorme potencial de desenvolvimento do município.

O que seria apenas uma breve permanência transformou-se em uma escolha definitiva.

João Bawden decidiu fixar residência na cidade.

Ali encontraria a missão pública que marcaria para sempre sua vida.

A Prefeitura

Em janeiro de 1932, após a saída do médico Dr. Paulo Cerqueira Rodrigues Pereira da administração municipal, João Bawden foi indicado para assumir a Prefeitura do Brejo das Almas.

Inicialmente recebido com reservas por parte de algumas lideranças locais, conquistou rapidamente a confiança da população por meio de uma administração dinâmica, organizada e voltada para o interesse coletivo.

Durante seu governo promoveu importantes melhorias urbanas e rurais, destacando-se a construção do matadouro municipal, o nivelamento de ruas e praças, a recuperação de estradas vicinais, reformas no cemitério, a fiscalização do ensino e diversas ações administrativas que contribuíram para modernizar o município.

O Reconhecimento Popular

Com a realização das eleições constitucionais, João Bawden foi confirmado pelo voto popular no cargo de prefeito.

Seu governo destacou-se pela honestidade, capacidade administrativa e permanente preocupação com o desenvolvimento do Brejo das Almas.

Mesmo após a implantação do Estado Novo, em 1937, permaneceu à frente da Prefeitura, demonstrando o reconhecimento de sua competência administrativa.

Os Últimos Dias

No exercício do mandato, João Bawden sofreu um grave ataque de angina.

Faleceu em 23 de dezembro de 1937, apenas dois dias antes do Natal, causando profunda comoção entre os moradores do município.

Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados, a população manifestou o desejo de que fosse sepultado na própria terra que aprendera a amar e que ajudara a transformar.

O Legado

Décadas após sua morte, João Bawden continua presente na memória de Francisco Sá.

Seu nome denomina ruas, praças e logradouros públicos, perpetuando a lembrança de um administrador cuja atuação ultrapassou os limites de seu tempo.

Mais do que um engenheiro ou político, João Bawden tornou-se símbolo de dedicação ao serviço público, planejamento administrativo e compromisso com o desenvolvimento do antigo Brejo das Almas.

Sua história permanece como exemplo de que o verdadeiro legado de um homem público não se mede pelo tempo em que ocupa um cargo, mas pelas transformações permanentes que deixa para sua comunidade.

ABERTURA

EXISTEM CIDADES QUE JAMAIS PODEM ESQUECER

Existem cidades que preservam sua história em monumentos grandiosos, museus cuidadosamente organizados ou arquivos públicos repletos de documentos.

Outras, porém, dependem da memória de seu próprio povo.

O antigo Brejo das Almas pertence a esse segundo grupo.

Durante gerações, sua história foi transmitida de pai para filho, de avô para neto, nas conversas ao redor da mesa, nas calçadas das antigas casas, nas varandas das fazendas, nos bancos da praça, nas salas de aula e nas celebrações religiosas. Cada família guardou uma parte dessa memória. Cada morador tornou-se, sem perceber, um pequeno guardião da história da cidade.

Entretanto, o tempo é implacável.

Os documentos envelhecem.

As fotografias desaparecem.

Os jornais tornam-se raridades.

As testemunhas silenciam para sempre.

E, pouco a pouco, acontecimentos que ajudaram a construir a identidade de um povo correm o risco de desaparecer.

Foi exatamente para impedir esse esquecimento que nasceu esta coleção.

Memória Brejeira não é apenas uma reunião de biografias.

É um compromisso com a preservação da história de Francisco Sá.

Cada volume resgatará a trajetória de homens públicos que, em diferentes épocas, assumiram a responsabilidade de conduzir os destinos do antigo Brejo das Almas. Mais do que registrar datas, decretos ou mandatos, procuraremos compreender quem eram esses homens, quais desafios enfrentaram, quais sonhos alimentaram e que marcas deixaram na vida da comunidade.

Abrimos esta coleção com João Bawden Teixeira.

Engenheiro por formação.

Administrador por vocação.

Homem público por convicção.

Mineiro de nascimento.

Brejeiro por escolha.

Ao chegar ao antigo Brejo das Almas, trazia consigo uma sólida formação intelectual, experiência administrativa e o prestígio de uma família tradicional de Minas Gerais. Poderia ter seguido outros caminhos. Poderia ter construído sua carreira em centros mais desenvolvidos e confortáveis.

Escolheu permanecer onde havia trabalho a fazer.

Escolheu servir.

Nos anos em que esteve à frente da Prefeitura, promoveu melhorias que contribuíram para modernizar o município e consolidou uma forma de administrar baseada na honestidade, no planejamento e no compromisso com o bem comum.

Décadas depois de sua morte, seu nome continua presente em ruas, praças e na memória da cidade.

Mas a pergunta permanece.

Quem foi, realmente, João Bawden?

Este livro procura responder a essa pergunta.

Não por meio de lendas.

Não por meio de exaltações.

Mas por meio da pesquisa histórica, da documentação disponível e da memória preservada pela comunidade.

Porque um povo que conhece sua história fortalece sua identidade.

E uma cidade que honra seus construtores jamais permitirá que eles sejam esquecidos.

Se, ao concluir estas páginas, o leitor sentir que caminhou pelas antigas ruas do Brejo das Almas, conheceu seus personagens, compreendeu seus desafios e descobriu um pouco mais sobre a formação de Francisco Sá, então este trabalho terá cumprido sua missão.

A memória de uma cidade é o seu bem mais precioso.

Preservá-la é um dever de todos nós.

O Encontro com o Brejo

Foi durante um daqueles intermináveis levantamentos topográficos que o destino resolveu mudar o rumo da vida de João Bawden Teixeira.

Dias seguidos caminhando pelo sertão.

Subindo serras.

Descendo grotas.

Atravessando córregos.

Abrindo picadas onde, muitas vezes, somente tropeiros e boiadas haviam passado.

O trabalho era duro.

Mas era exatamente isso que um engenheiro fazia naquela época.

Conhecer a terra.

Medi-la.

Entendê-la.

Transformá-la em caminhos.

Conta a tradição que, numa dessas jornadas, quando menos esperava, João Bawden saiu de uma estreita picada aberta no mato e avistou um pequeno povoado.

Não era grande.

Não possuía edifícios imponentes.

Nem ruas largas.

Muito menos o movimento das cidades históricas onde vivera.

Era apenas um agrupamento de casas simples, espalhadas em torno da igreja e da praça principal.

Chamava-se Brejo das Almas.

Foi amor à primeira vista.

O engenheiro, acostumado às montanhas de Mariana e às ladeiras de Ouro Preto, encontrou naquele pequeno recanto do sertão mineiro algo que nenhuma grande cidade poderia oferecer.

Encontrou um povo.

Um povo simples.

Hospitaleiro.

Trabalhador.

Orgulhoso de sua terra.

E foi esse povo que conquistou João Bawden.

Mais tarde, quando perguntavam onde estava morando, respondia com a simplicidade típica dos mineiros:

— Estou de passagem pelo Brejo.

Era apenas uma maneira de falar.

Porque, sem perceber, já havia criado raízes.

A cidade o adotara.

E ele, definitivamente, já havia adotado a cidade.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

BREJO DAS ALMAS - Coronéis, Compadres e Eleições

                                              BREJO DAS ALMAS:

     Coronéis, Compadres e Eleições

Subtítulo:

Uma crônica romanceada sobre o sertão mineiro e os bastidores da política de antigamente.

BREJO DAS ALMAS: Coronéis, Compadres e Eleições, por Enoque,Alves,Rodrigues - Clube de Autores

         

                                        P5#yIS1

FICHA CATALOGRÁFICA GERAL DA COLEÇÃO “BREJO DAS ALMAS”

Autor: Enoque Alves Rodrigues

Título da Coleção: Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo

Responsabilidade intelectual: Enoque Alves Rodrigues Categoria: História Regional, Memória Social, Cultura Popular, Crônicas, Biografias e Patrimônio Cultural

Idioma: Português

País: Brasil

Período de Produção Literária: 1979–2026

Abrangência Temática: História do antigo Brejo das Almas (atual município de Francisco Sá – MG), memória coletiva, tradições populares, genealogia, política local, personagens históricos, cultura sertaneja, festas religiosas, costumes, infância rural e identidade regional.

OBRAS PUBLICADAS E EM PUBLICAÇÃO

1. Brejeiros e Brejalminos

  • Escrito em: 1989
  • Publicado em: 1991
  • Editora: Livre Expressão
  • Páginas: 312
  • Situação: Esgotado

2. O Brejo das Almas em Crônicas

  • Escrito em: 1992
  • Publicado em: 1994
  • Editora: Esplanada
  • Páginas: 210
  • Situação: Esgotado

3. Só Acontece no Brejo das Almas

  • Escrito em: 2003
  • Publicado em: 2006
  • Páginas: 101
  • Situação: Esgotado

4. O que é Isso Meu Brejo Querido?

  • Escrito em: 2006
  • Publicado em: 2007
  • Editora: Livre Expressão
  • Páginas: 201
  • Situação: Esgotado

5. Todas as Crônicas do Brejo

  • Escrito em: 2008
  • Publicado em: 2008
  • Editora: Transversal
  • Páginas: 113
  • Situação: Esgotado

6. Fatos e Personagens do Antigo Brejo das Almas

  • Escrito entre: 2009 e 2012
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 346
  • Situação: Estoque livre 

7. Os Brejos da Minha Infância

  • Escrito em: 2016
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 109
  • Situação: Estoque livre 

8. O Menino Brejeirinho do Catuni, das Barrancas do Rio Gorutuba

  • Escrito em: 2018
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 148
  • Situação: Estoque livre 

9. Os Cantopês e as Festas do Brejo das Almas

  • Escrito em: 2019
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 115
  • Situação: Estoque livre 

10. Devaneios de Um Brejeiro Ausente

  • Escrito em: 2011
  • Publicado em: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 211
  • Situação: Estoque livre 

11. Liberato, o Pai Velho, Meu Avô

  • Escrito em: 1979
  • Publicado em: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 103
  • Situação: Estoque livre 

12. Brejo das Almas: Coronéis, Compadres e Eleições

  • Escrito entre: 2010 e 2012
  • Publicação prevista: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 218
  • Situação: Estoque livre 

DADOS GERAIS DA COLEÇÃO

Total de obras: 12 volumes

Páginas publicadas: 

aproximadamente 2.086 páginas

Gêneros predominantes:

  • Crônicas históricas
  • Memórias autobiográficas
  • História regional
  • Biografias
  • Cultura popular
  • Estudos sociopolíticos
  • Patrimônio imaterial

Palavras-chave:
Brejo das Almas; Francisco Sá; Norte de Minas; História Regional; Memória Cultural; Cultura Sertaneja; Tradições Populares; Cantopês; Rio Gorutuba; Personagens Históricos; Política Municipal; Genealogia; Patrimônio Cultural.

NOTA BIBLIOGRÁFICA

A coleção “Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo”, de autoria de Enoque Alves Rodrigues, constitui um dos mais extensos e importantes registros literários e documentais dedicados à preservação da memória histórica, social e cultural do antigo Brejo das Almas, atual município de Francisco Sá. Ao longo de mais de quatro décadas de pesquisa, observação e escrita, o autor reuniu relatos, personagens, acontecimentos, tradições, festas populares, fatos políticos e lembranças pessoais que ajudam a compreender a formação histórica e identitária de uma das mais tradicionais comunidades do Norte de Minas Gerais.

Seu conjunto de obras representa um relevante legado para pesquisadores, estudantes, historiadores, genealogistas e para as futuras gerações de brejeiros e brejalminos, preservando a memória de um povo que escreveu sua própria história com trabalho, dignidade, fé e orgulho de suas raízes.

Autor: Enoque Alves Rodrigues
Coleção: Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo
Período de produção: 1979–2026
Total de obras: 12 volumes
Natureza da obra: Documentação histórica, memorialística e cultural do antigo Brejo das Almas.

 SOBRE O AUTOR

Enoque Alves Rodrigues é escritor, pesquisador e memorialista brasileiro. Autor de obras voltadas à história regional, à gestão organizacional e à preservação da cultura popular, dedica-se ao resgate de narrativas que retratam personagens, costumes e acontecimentos marcantes do sertão mineiro. Em seus escritos, alia pesquisa, observação histórica e linguagem acessível, aproximando o leitor de episódios que ajudam a compreender a formação social e cultural do Brasil.

 INTRODUÇÃO

O Tempo em que a Palavra Valia Mais que o Papel

Existiu um tempo em que o sertão falava baixo, mas era ouvido longe.

As notícias viajavam lentamente, carregadas pelo lombo dos cavalos, pelas tropas de burros ou pela boca dos viajantes que cruzavam estradas de terra sob o sol inclemente do Norte de Minas. As distâncias eram medidas em léguas, não em quilômetros. O relógio obedecia ao movimento do sol. As famílias sentavam-se nas varandas ao cair da tarde para ouvir histórias, comentar acontecimentos e observar o movimento das ruas poeirentas.

Naquele Brasil distante, onde a modernidade ainda caminhava devagar, floresciam pequenas comunidades que sobreviviam graças ao trabalho árduo de seus moradores. Eram povoados simples, construídos em torno de igrejas, mercados, vendas e fazendas. Lugares onde todos conheciam todos e onde a reputação de um homem era construída ao longo de uma vida inteira.

Foi nesse cenário que surgiu Brejo das Almas.

Muito antes de receber o nome de Francisco Sá, a pequena localidade já possuía personalidade própria. O povo brejeiro era trabalhador, desconfiado, observador e dotado de um humor peculiar. Sabia rir das dificuldades e transformar acontecimentos cotidianos em histórias que atravessavam gerações.

A política, naturalmente, fazia parte desse universo.

Mas não a política sofisticada dos gabinetes climatizados, dos programas televisivos ou das campanhas milionárias que conhecemos atualmente.

Era uma política diferente.

Uma política feita cara a cara.

Uma política construída nas portas das vendas, nos balcões das farmácias, nas feiras livres, nos alpendres das fazendas e nos bancos das praças.

O eleitor conhecia o candidato pelo nome.

O candidato conhecia o eleitor pelo apelido.

Muitas vezes eram compadres.

Outras vezes eram parentes.

Frequentemente eram amigos.

Foi nesse ambiente que surgiram figuras lendárias que marcaram a história regional.

Homens conhecidos como coronéis.

O termo, embora frequentemente associado ao poder e à autoridade, nem sempre correspondia a uma patente militar. Em muitos casos representava liderança, influência econômica e prestígio social.

Os coronéis eram árbitros de conflitos, financiadores de festas religiosas, incentivadores de obras públicas e, inevitavelmente, protagonistas das disputas eleitorais.

Tinham defeitos.

Tinham virtudes.

Eram homens de seu tempo.

Entre essas figuras destacavam-se dois personagens cuja trajetória ajuda a compreender uma época inteira: Olímpio Dias e Jacinto Silveira.

Adversários políticos.

Compadres na vida pessoal.

Rivais nas urnas.

Amigos nas demais circunstâncias.

A convivência entre ambos revela uma característica raramente encontrada nos dias atuais: a capacidade de separar divergências políticas dos relacionamentos humanos.

Eles disputavam votos.

Jamais disputavam respeito.

Essa talvez seja uma das maiores lições escondidas nas páginas desta obra.

Ao longo dos anos, o Brasil mudou.

As estradas foram asfaltadas.

Os cavalos deram lugar aos automóveis.

As cartas foram substituídas por mensagens instantâneas.

As cédulas eleitorais deram lugar às urnas eletrônicas.

O mundo tornou-se mais rápido.

Mas algumas questões permaneceram praticamente as mesmas.

Continuamos discutindo poder.

Continuamos debatendo promessas.

Continuamos buscando líderes capazes de representar os interesses da população.

Mudaram os instrumentos.

Mudou a linguagem.

Mudaram os cenários.

Porém a essência humana permanece surpreendentemente semelhante.

Este livro não pretende ser um tratado político.

Tampouco uma biografia rigorosamente documental.

Trata-se de uma narrativa construída a partir de fatos, memórias, costumes e personagens que ajudam a compreender um período importante da história do sertão mineiro.

Muitos episódios aqui relatados foram preservados pela tradição oral.

Outros nasceram das lembranças de antigos moradores.

Alguns foram ampliados literariamente para proporcionar ao leitor uma experiência mais rica e envolvente.

Afinal, a missão da literatura não é apenas registrar acontecimentos.

É também dar vida a eles.

Ao abrir estas páginas, o leitor será transportado para um tempo em que os comícios pareciam festas populares.

Um tempo em que longos discursos ecoavam pela noite sertaneja.

Um tempo em que churrasco, aguardente e promessas eleitorais caminhavam lado a lado.

Um tempo em que os coronéis acreditavam controlar os votos e o povo aprendia, silenciosamente, a exercer sua própria vontade.

Porque existe uma verdade que atravessa todas as épocas:

O povo pode até ouvir conselhos.

Pode até aceitar favores.

Pode até sorrir diante das promessas.

Mas, diante da urna, a decisão final sempre lhe pertence.

É justamente essa verdade que transformará uma simples eleição em uma história memorável.

Uma história feita de humor, astúcia, amizade, ambição e surpresas.

Uma história genuinamente brasileira.

Uma história que começou em Brejo das Almas.

E que agora convido o leitor a conhecer.

 SINOPSE

No antigo Brejo das Almas, uma pequena vila perdida no sertão mineiro, dois coronéis disputam o poder sem jamais romper os laços da amizade. Entre comícios regados a churrasco, promessas eleitorais, acordos de compadrio, cavalgadas intermináveis e personagens inesquecíveis, desenrola-se uma história marcada pelo humor, pela astúcia política e pelas transformações de um Brasil que começava a deixar para trás os costumes do coronelismo.

Inspirado em fatos históricos e narrativas populares do norte de Minas Gerais, este livro conduz o leitor a uma época em que o voto era contado no olhar dos coronéis e a palavra empenhada ainda possuía valor de contrato.

ESTRUTURA DO LIVRO

Introdução

O Brasil dos Coronéis

Prefácio

A força das pequenas histórias na construção da grande História.

CAPÍTULO 1

Brejo das Almas

A origem da cidade, o povoado, os costumes e a vida sertaneja.

CAPÍTULO 2

Os Donos do Destino

Apresentação dos coronéis Olímpio Dias e Jacinto Silveira.

CAPÍTULO 3

Compadres e Adversários

Uma amizade acima da política.

CAPÍTULO 4

O Deputado Camilo Prates

Sua trajetória e influência regional.

CAPÍTULO 5

Dez Léguas de Poeira

As viagens a cavalo entre Montes Claros e Brejo das Almas.

CAPÍTULO 6

A Fazenda do Morro do Mocó

Personagens, causos e tradições rurais.

CAPÍTULO 7

O Largo do Comércio

Farmácia, vendas, armazéns e os encontros do povo.

CAPÍTULO 8

O Tempo dos Comícios

Como eram organizadas as campanhas eleitorais.

CAPÍTULO 9

Churrasco, Cinzano e Promessas

A grande festa eleitoral.

CAPÍTULO 10

O Eleitor Arisco

A mudança de comportamento do povo.

CAPÍTULO 11

Os Porcos da Eleição

O episódio dos duzentos porcos perdidos.

CAPÍTULO 12

A Noite do Grande Discurso

A ampliação completa da crônica original.

CAPÍTULO 13

O Homem Certo

O momento em que Olímpio percebe o erro fatal.

CAPÍTULO 14

E Deu Jacinto

A apuração, a derrota e suas consequências.

CAPÍTULO 15

O Fim de Uma Era

O desaparecimento gradual do coronelismo.

Encerramento

O que mudou e o que permaneceu na política brasileira.

CITAÇÕES PARA ABERTURA DOS CAPÍTULOS

"A política muda os discursos, mas raramente muda a natureza humana."

"O poder passa. As histórias ficam."

"O sertão guarda na memória aquilo que os livros esquecem."

"A amizade verdadeira sobrevive até às eleições."

"O povo aprende antes dos políticos.

AGRADECIMENTOS

A todos os pesquisadores, memorialistas, historiadores regionais, leitores, professores, jornalistas e cidadãos que preservam a memória do sertão mineiro e mantêm vivas as histórias que ajudaram a construir a identidade cultural do Norte de Minas.


quinta-feira, 23 de abril de 2026

DEVANEIOS DE UM BREJEIRO AUSENTE

 DEVANEIOS DE UM BREJEIRO AUSENTE , por Enoque,Alves,Rodrigues - Clube de Autores

DEVANEIOS DE UM BREJEIRO AUSENTE
Memórias, Caminhos e Despertares no Brejo das Almas

DEVANEIOS DE UM BREJEIRO AUSENTE

Subtítulo:
Brejo das Almas, Francisco Sá, Minas Gerais

Autor:
Enoque Alves Rodrigues

Gênero:
Crônica / Literatura Brasileira / Memórias / Ficção Reflexiva

Edição:
1ª Edição

Ano de publicação:
2026

Idioma:
português

País de publicação:
Brasil

Dados editoriais

Número de páginas:
211 páginas

Formato sugerido:
14,8 x 21 cm

Tipo de capa:
Brochura capa comum

Acabamento:
Laminação fosca com verniz localizado no título

Direitos autorais

© 2026 – Enoque Alves Rodrigues

Todos os direitos reservados.
Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer sistema de armazenamento e recuperação de informações, sem autorização prévia do autor.

Produção editorial

Texto:
Enoque Alves Rodrigues

Revisão:
Antônio de Oliveira Dias

Projeto gráfico e capa:
Produção digital assistida

Diagramação:

Dejalmir Esquette

Identificação bibliográfica

ISBN:
Em cadastro junto à CBL

CDD:
869.93 (Literatura brasileira – crônicas)

📞 Contato do autor

enoquerodrigues95@gmail.com

Nota do autor

Esta obra é fruto de uma crônica escrita em 2011, ampliada e transformada em narrativa literária.
Os fatos, personagens e cenários transitam entre memória, realidade e imaginação, compondo uma experiência sensorial e reflexiva sobre pertencimento, identidade e saudade.

Impresso no Brasil 

AGRADECIMENTO

Este livro nasceu da saudade — aquela que aperta o peito, mas também aquece a alma. Saudade da minha terra, das pessoas, dos caminhos simples e das histórias que moldaram quem eu sou. Em cada página de Devaneios de um Brejeiro Ausente, carrego lembranças que o tempo não apagou, apenas transformou em inspiração.

Sou profundamente grato aos amigos que, com paciência e carinho, ouviram meus relatos, incentivando-me a transformá-los em palavras. Aos mestres da vida, contadores de histórias e figuras marcantes da minha trajetória, deixo aqui meu respeito e admiração — cada um de vocês ajudou a construir este livro.

Aos leitores, minha gratidão sincera. Vocês dão sentido a tudo isso. É por vocês que essas memórias ganham voz, que essas histórias encontram abrigo e que este brejeiro, mesmo ausente, se faz presente.

Por fim, agradeço à minha terra querida, berço das minhas raízes, fonte inesgotável de inspiração. Que este livro leve a cada um de vocês um pouco da essência do nosso chão, do nosso povo e do nosso jeito de sentir a vida.

Com afeto,
Enoque Alves Rodrigues

APRESENTAÇÃO

Este livro nasce da saudade.

Não daquela saudade simples, passageira, que se dissipa com o tempo, mas daquela que se instala no mais profundo do ser, moldando pensamentos, sonhos e até mesmo a forma como enxergamos o mundo.

“Devaneios de um Brejeiro Ausente” é mais do que um relato. É uma travessia entre dois mundos: o da realidade concreta e o da memória afetiva. Entre São Paulo e o Brejo das Almas, entre o presente vivido e o passado eternizado.

A obra que o leitor tem em mãos é fruto de um exercício involuntário da alma: revisitar, ainda que em pensamento, os caminhos que um dia foram percorridos com os pés descalços da infância e com o coração pleno de pertencimento.

Cada rua, cada praça, cada estabelecimento aqui mencionado carrega não apenas nomes, mas histórias, sentimentos e identidades. E, mais do que isso, carrega a essência de um povo.

Se, ao longo destas páginas, o leitor sentir-se transportado para um lugar que talvez nunca tenha visitado, então este livro terá cumprido seu propósito.

Porque, no fundo, todos nós temos um “Brejo das Almas” dentro de nós. 

SINOPSE

Entre a realidade e a imaginação, um homem revisita sua terra natal sem sair do lugar.

Em “Devaneios de um Brejeiro Ausente”, Enoque Alves Rodrigues conduz o leitor por uma caminhada sensível e profundamente humana pelas ruas de Francisco Sá, o eterno Brejo das Almas. Em um fluxo de memória e consciência, o autor transforma uma simples recordação em uma jornada rica em detalhes, personagens e reflexões.

Mas o que começa como um passeio nostálgico revela-se, pouco a pouco, um mergulho nas ilusões, nas esperanças e nas contradições de uma cidade e de seu povo.

Até que a realidade bate à porta.

E o despertar mostra que, às vezes, o maior dos sonhos é também o mais doloroso dos retornos.

Uma obra sobre pertencimento, identidade e o poder — e o perigo — da imaginação.

SOBRE O AUTOR

Enoque Alves Rodrigues é natural de Francisco Sá, Minas Gerais, antigo Brejo das Almas, terra que carrega com orgulho em sua identidade e em sua obra.

É escritor, cronista, historiador e divulgador voluntário da cultura e da memória de sua cidade natal. Ao longo dos anos, tem se dedicado a registrar, preservar e compartilhar histórias do Brejo das Almas, contribuindo para que as novas gerações não percam o vínculo com suas origens.

Sua escrita é marcada por um estilo envolvente, reflexivo e, ao mesmo tempo, crítico, transitando com naturalidade entre a realidade e a imaginação.

“Devaneios de um Brejeiro Ausente” representa não apenas uma obra literária, mas um testemunho afetivo de pertencimento e saudade.

PREFÁCIO

Há livros que contam histórias.

E há livros que nos contam.

“Devaneios de um Brejeiro Ausente” pertence à segunda categoria.

Ao iniciar esta leitura, o leitor pode imaginar que encontrará apenas uma crônica expandida, um relato memorialista ou uma homenagem a uma pequena cidade do interior de Minas Gerais. Mas logo perceberá que há algo além.

Há uma travessia.

Uma travessia entre o que fomos e o que nos tornamos. Entre o lugar de onde viemos e o lugar onde estamos. Entre aquilo que lembramos e aquilo que reinventamos ao lembrar.

Enoque Alves Rodrigues não escreve apenas sobre Francisco Sá. Ele escreve sobre todos os lugares que deixamos, mas que nunca nos deixaram.

E talvez seja justamente por isso que este livro emociona: porque, em cada página, encontramos um pouco de nós mesmos.

Devaneios de um Brejeiro Ausente
Memórias, Caminhos e Despertares No Brejo das Almas

CAPÍTULOS ESTRUTURAIS (ROTEIRO)

PARTE I — O CHAMADO DA MEMÓRIA

  1. A Aeronave da Imaginação
  2. Entre Dois Mundos
  3. São Paulo: Presença sem Pertencimento
  4. O Peso da Ausência
  5. A Primeira Travessia

PARTE II — ANDANDO PELAS RUAS DO BREJO

  1. A Praça Jacinto Silveira
  2. A Drogaria União e os Primeiros Passos
  3. A Igreja Matriz e a Fé do Povo
  4. A Alameda Montes Claros
  5. A Pensão de Dona Quinó
  6. Os Ônibus e as Histórias de Chegada
  7. O Comércio que Conta Histórias
  8. A Rua Sete de Setembro
  9. O Mercado Compre Sempre
  10. As Subidas e Descidas da Vida
  11. A Rua Marechal Floriano Peixoto
  12. O Bar do Ronaldo
  13. As Mercearias e o Cotidiano
  14. A Rua Padre Augusto
  15. O Nome que ficou na História
  16. Padre Augusto Prudêncio da Silva
  17. Jacinto Silveira e os Beneméritos
  18. A Avenida Getúlio Vargas
  19. A Igreja de São Gonçalo
  20. Os Prédios do Poder

PARTE III — ENTRE A ILUSÃO E O PODER

  1. A Câmara Municipal por Dentro
  2. A Senhora da Portaria
  3. As Fotografias Amareladas
  4. O Debate Perfeito
  5. A Ilusão da Representatividade
  6. A Prefeitura e Seus Corredores
  7. O Gabinete do Prefeito
  8. A Caneta que Decide Destinos
  9. O “Cumpre-se” da Esperança
  10. A Felicidade Inexplicável
  11. O Questionamento Silencioso

PARTE IV — O BREJO VIVO

  1. Correios e Mensagens
  2. Espaço Rural e Raízes
  3. O Asilo São Vicente
  4. A Praça Duque de Caxias
  5. Os Casarões Antigos
  6. A Rua Olímpio Dias
  7. O Banco, o Sindicato e a Vida
  8. A Rua Alfredo Sá
  9. Justiça, Cartórios e Destinos
  10. A Francelino Dias
  11. A Voz da Rádio
  12. A Rua Capitão Enéas
  13. Previdência e Futuro
  14. A Lauro Oliveira
  15. A Escola e o Saber
  16. A Loja e as Tradições
  17. A Rua Zeca Guida
  18. O Instituto Mineiro
  19. O Café Cometa
  20. A Rua Belo Horizonte
  21. A Saúde do Povo
  22. A Rua José Patrício Silveira
  23. O Sindicato Rural
  24. A Doce Magia Modas
  25. O Colégio Pirâmide
  26. A Travessa do Rosário
  27. O Sacolão Brejeiro
  28. O Hospital São Dimas
  29. O Tribunal Regional Eleitoral

PARTE V — O RETORNO AO PONTO DE PARTIDA

  1. O Hotel Avenida
  2. A Avenida Padre Silvestre
  3. O Hotel Amaralina
  4. O Corpo que Pede Descanso
  5. O Boizinho e os Conterrâneos
  6. O Olhar de Soslaio
  7. O Estranhamento

PARTE VI — O DESPERTAR

  1. O Toque do Telefone
  2. A Voz de Luzinete
  3. O Choque da Realidade
  4. São Paulo: O Verdadeiro Lugar
  5. A Gargalhada
  6. O Fim do Devaneio
  7. O Peso do Despertar
  8. O Maior dos Pesadelos

PARTE VII — REFLEXÕES DE UM BREJEIRO AUSENTE

  1. O Que é Pertencer?
  2. A Cidade que Nunca Nos Deixa
  3. Memória: Verdade ou Invenção?
  4. A Saudade Como Morada
  5. O Brejo Dentro de Nós
  6. Entre a Ilusão e a Vida Real
  7. O Homem que Caminha Sem Sair do Lugar
  1. Álbum Fotográfico do Brejo das Almas