domingo, 25 de janeiro de 2026

LANÇAMENTO DO LIVRO O LADO HUMANO DA DOR

 LANÇAMENTO "O LADO HUMANO DA DOR"

LANÇAMENTO "O LADO HUMANO DA DOR"



 

 

Alô leitores queridos. Está chegando a hora!!!

Este livro foi escrito em 2022 em plena pandemia. De lá até aqui ele passou por todas as etapas, como, revisão ortográfica, revisão de estilo, registro, diagramação, capista, aprovação originais, aprovação capa e agora, finalmente, está quase pronto para chegar até vocês.  É sempre uma honra muito grande para este escritor, matuto brejeiro, estar sempre em sintonia com vocês através dos meus escritos. Visitem, também, os meus blogs.

✨ CHEGOU A HORA. ✨
(Respira fundo antes de ler.)

Há dores que não sangram.
Não aparecem em exames.
Não fazem barulho…
Mas moldam quem somos.

Depois de muito silêncio, reflexão e coragem, nasce um livro que não tenta ensinar a ser forte — ele convida a ser humano.

📘 O LADO HUMANO DA DOR
✍️ Enoque Alves Rodrigues

Este não é um livro sobre sofrimento apenas.
É sobre aquilo que acontece depois da dor.
Sobre o que escondemos atrás dos sorrisos.
Sobre o peso de “aguentar firme” quando, por dentro, tudo pede acolhimento.

“Ser forte o tempo todo não é virtude.
É sobrevivência.”

Cada página carrega verdades que muitos sentem, mas poucos conseguem nomear. Histórias, reflexões e palavras que tocam onde normalmente evitamos olhar — com respeito, sensibilidade e humanidade.

💭 O que você vai encontrar aqui?
Não espere fórmulas prontas.
Não espere promessas vazias.
Espere verdade.
Espere se reconhecer.
Espere sentir que não está só.

Este livro é para quem já precisou engolir o choro.
Para quem foi forte por falta de opção.
Para quem entende que abraçar sentimentos que não sangram também é um ato de coragem.

📌 👉 DESTAQUE:
foto da capa do livro está em evidência — observe com atenção. Ela já diz muito antes mesmo da primeira página ser lida.

O lançamento de O LADO HUMANO DA DOR não é apenas a chegada de um livro.
É um convite.
Um espelho.
Um começo.

🔜 Em breve, mais detalhes.
E talvez… uma leitura que vai te acompanhar por muito tempo.

Se este tema tocou você, fique por aqui.
A jornada está só começando. 💙📖

Enoque Alves Rodrigues


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

ANTES DE ME TORNAR FORTE

 ANTES DE ME TORNAR FORTE, por Enoque,Alves,Rodrigues - Clube de Autores

JÁ ESTÁ NAS MELHORES LIVRARIAS DO BRASIL

ANTES DE ME TORNAR FORTE

FICHA TÉCNICA – LIVRO

Título

Antes de Me Tornar Forte

Autor

Enoque Alves Rodrigues

Gênero

Autoajuda / Desenvolvimento Pessoal / Motivacional / Jornada de Superação

Estilo do Livro

  • Narrativa reflexiva e motivacional
  • Linguagem simples, profunda e honesta
  • Mistura de autobiografia emocional + desenvolvimento pessoal
  • Tom humano, direto e inspirador

Formato

Páginas 250

Capa

Brochura Capa Dura

Livro digital e impresso (capa comum)

Público-alvo

  • Jovens e adultos em busca de crescimento pessoal
  • Pessoas em processo de transformação emocional
  • Leitores que desejam superar traumas, inseguranças e dificuldades
  • Quem busca motivação e autoconhecimento

Estrutura do livro

  • Capítulos extensos e reflexivos
  • Citações e frases motivacionais
  • Desenvolvimento progressivo da jornada
  • Conclusão com mensagem de esperança e continuidade
  • Seções finais:
    • Conclusão
    • Sobre o autor
    • Palavras finais

Temas principais

  • Autoconhecimento
  • Amor-próprio
  • Resiliência
  • Superação
  • Disciplina e hábitos
  • Fechamento de ciclos
  • Coragem e confiança
  • Propósito de vida
  • Renovação e gratidão

Diferencial da obra

Uma narrativa íntima e realista, escrita em linguagem simples e direta, capaz de tocar o leitor com autenticidade. O livro mistura reflexão emocional com práticas de fortalecimento interior, mostrando que a força não nasce pronta — ela é construída.

Linguagem e estilo

  • Linguagem direta e envolvente
  • Texto em primeira pessoa (confessional e inspirador)
  • Capítulos longos e profundos, com reflexões e aprendizados
  • Trechos com citações marcantes

Formatos de lançamento

  • eBook Amazon Kindle, Kobo, etc.
  • Livro físico (capa comum, brochura)

Direitos autorais

  • Todos os direitos reservados ao autor
  • Proibida reprodução total ou parcial sem autorização

Sinopse

Uma jornada intensa de autoconhecimento e superação, “Antes de Me Tornar Forte” acompanha o processo de transformação de alguém que viveu anos preso ao medo, à dor e à insegurança — até descobrir que a verdadeira força nasce dentro de cada um.
Com capítulos profundos, relatos emocionantes e lições práticas, o livro mostra como é possível reconstruir a própria vida, fechar ciclos, aprender a amar, perdoar e encontrar coragem para seguir.
Uma obra que inspira quem está cansado de lutar sozinho e busca uma luz para recomeçar.
 

Prefácio

Este livro não nasceu da vitória.
Nasceu da queda.

Nasceu dos dias em que a força faltava, das noites em que o silêncio falava mais alto e das perguntas que não tinham resposta. Antes de me tornar forte, eu precisei reconhecer minhas fragilidades, encarar meus medos e aceitar que não existe transformação sem dor.

As páginas que você tem em mãos não oferecem fórmulas mágicas nem promessas fáceis. O que elas oferecem é verdade. Verdade emocional, vivida, sentida e amadurecida no tempo. Cada capítulo representa um passo de uma jornada que começou na insegurança e seguiu em direção ao autoconhecimento, ao amor-próprio e à coragem de recomeçar.

Se você está lendo este livro, talvez também esteja atravessando um momento de mudança. Talvez esteja cansado de lutar sozinho, de carregar pesos antigos ou de fingir que está tudo bem. Este livro é para você.

Que estas palavras não apenas inspirem, mas acompanhem.
Porque a força não nasce pronta — ela se constrói.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ANTES DE ME TORNAR FORTE

 https://enoquealves.comunidades.net/antes-de-me-tornar-forte

ANTES DE ME TORNAR FORTE



TEXTO DE CONTRACAPA

Há momentos em que a vida nos quebra por dentro.
Antes de Me Tornar Forte nasce exatamente desse ponto: o instante em que o medo, a dor e a insegurança parecem maiores do que a própria esperança.

Neste livro, Enoque Alves Rodrigues conduz o leitor por uma jornada íntima e honesta de autoconhecimento e superação. Com uma narrativa profunda, sensível e direta, o autor revela que a verdadeira força não surge de repente — ela é construída, passo a passo, nas escolhas diárias, no enfrentamento das próprias sombras e na coragem de recomeçar.

Mais do que um livro de motivação, esta é uma experiência emocional. Um convite para fechar ciclos, perdoar, ressignificar dores e descobrir que a força sempre esteve dentro de você.

Um livro para quem cansou de apenas sobreviver e decidiu aprender a viver com sentido.

RELEASE OFICIAL DE LANÇAMENTO

Autor: Enoque Alves Rodrigues
Título: Antes de Me Tornar Forte
Gênero: Autoajuda / Desenvolvimento Pessoal / Motivacional
Formato: Livro físico e eBook

Antes de Me Tornar Forte é uma obra que une narrativa confessional e desenvolvimento pessoal em uma jornada intensa de superação emocional. Com linguagem simples, profunda e acessível, o autor compartilha reflexões, aprendizados e experiências que dialogam diretamente com leitores que enfrentam medos, inseguranças e processos de transformação interior.

O livro aborda temas como autoconhecimento, amor-próprio, resiliência, fechamento de ciclos e propósito de vida, conduzindo o leitor por um caminho de reconstrução emocional e fortalecimento interior. Cada capítulo aprofunda a ideia de que a força não nasce pronta — ela é construída ao longo da vida.

Voltado para jovens e adultos em busca de crescimento pessoal, Antes de Me Tornar Forte se destaca pela autenticidade, sensibilidade e proximidade com o leitor, tornando-se uma leitura inspiradora para quem deseja recomeçar com coragem e consciência.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O Menino Brejeirinho do Catuni, das Barrancas do Rio Gorutuba

https://clubedeautores.com.br/livro/o-menino-brejeirinho-do-catuni-das-barrancas-do-rio-gorutuba

SINOPSE

O MENINO BREJEIRINHO DO CATUNI, DAS BARRANCAS DO RIO GORUTUBA

Filho de Rosalino e Idalina, cresceu entre peixes, remansos e brincadeiras nas águas claras da nascente do rio Gorutuba, no distrito de Catuni a poucos metros do rio.

Em 1961, o destino muda quando o grande fazendeiro Zeca Pereira, homem bom e respeitado do distrito de Cana Brava, o encontra à beira do rio e decide cuidar do seu futuro.

Promete fazer dele um doutor, um médico para o povo — promessa que cumpre.

Anos depois, Badú se torna médico renomado em Belo Horizonte, mas o coração permanece nas barrancas do rio.

Em cada retorno ao Brejo, reencontra o menino que foi, e o rio que nunca deixou de correr dentro dele.

É uma história de raízes, afeto e pertencimento — o retrato de um Brasil interiorano que vive na lembrança e na saudade.

Enoque Alves Rodrigues

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

CHICO XAVIER NO PROGRAMA PINGA-FOGO

 CHICO XAVIER NO PROGRAMA PINGA-FOGO

CHICO XAVIER NO PROGRAMA PINGA-FOGO

Fé, Razão e Espiritualidade diante do Brasil

Com o amado Chico no ano de 1975

Introdução:

Em uma noite que entrou para a história da televisão brasileira, Chico Xavier, o médium mais amado do Brasil, participou do programa Pinga-Fogo, trazendo à tona reflexões profundas sobre espiritualidade, ciência, ética, amor e perdão. Este livro narra, de forma detalhada e envolvente, os 20 capítulos que marcaram essa entrevista única, explorando não apenas suas respostas, mas a essência de sua vida dedicada ao serviço do próximo.

Entre relatos de humildade, silêncios que falam mais do que palavras e lições sobre a dor e a transformação do mundo, o leitor é conduzido a compreender que a verdadeira grandeza não está na fama ou nos fenômenos, mas na coerência entre pensamento, palavra e ação.

Com prefácio, dedicatória, agradecimentos e palavras finais do autor, esta obra apresenta uma oportunidade rara de refletir sobre a vida, o amor e a responsabilidade moral, inspirando gerações a viver com compaixão, ética e esperança.

 Prefácio

Este livro nasceu da necessidade de registrar um momento único da história brasileira, quando um médium humilde, porém extraordinariamente sábio, trouxe à tona temas de espiritualidade, ética e amor em rede nacional.

Chico Xavier no Pinga-Fogo não é apenas a história de um programa de televisão; é a história de como a coerência, a paciência e a bondade podem transformar corações e inspirar gerações.

Ao leitor, este livro oferece uma oportunidade de reflexão profunda, convidando-o a aprender com um homem cuja vida foi inteiramente dedicada ao serviço do próximo.

 Dedicatória

A todos que buscam viver com humildade, amor e ética, e à memória de Chico Xavier, cujo exemplo permanece como luz e guia para aqueles que desejam fazer o bem.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

BREJO DAS ALMAS - 88 ANOS SEM JACINTO

 

BREJO DAS ALMAS - 88 ANOS SEM JACINTO



*Enoque Alves Rodrigues

Brejo das Almas, 17h30m do dia 8 de janeiro de 1938. Com quase 67 anos, falecia, depois de padecer por doze anos do mal de Parkinson, no Brejo das Almas, ou Francisco Sá, distante 480 quilômetros da Capital Belo Horizonte, ao norte de Minas Gerais, Jacinto Alves da Silveira. Portanto, brejeiros, hoje, quinta-feira, oito de janeiro de 2026, o nosso Brejo completa 88 anos sem o seu fundador, ou principal responsável por sua emancipação político-administrativa.

A Parkinson é idiopática, ou seja, é uma enfermidade primária de causa obscura. Há deterioração e morte celular dos neurônios produtores de dopamina. É, por isso, uma doença degenerativa do sistema nervoso central, com início geralmente após os 50 anos de idade. É uma das patologias neurológicas mais frequentes visto que sua prevalência se situa entre 80 e 160 casos por cem mil habitantes, acometendo, aproximadamente, 1% dos indivíduos acima de 65 anos de idade. Apesar do muito que já se pesquisaram, decorridos quase duzentos anos do descobrimento desta gravíssima doença por James Parkinson, pouco ou quase nada se sabe sobre suas causas.

O fato é que, deve-se a ela, todas as consequências de doze anos de sofrimentos que vitimaram o grande e insubstituível benfeitor de nossa Cidade. Tudo começou quando ainda vereador em Montes Claros, quando lutava pela aprovação de mais um projeto que beneficiaria o Brejo. Ali ele sentiu as primeiras dores no dedo indicador da mão direita, que insistia em não obedecer aos seus comandos. Seu colega de partido, Antônio Ferreira de Oliveira, o Niquinho “Açúcar”, ou Farmacêutico, é quem conta com todos os detalhes, o início desse duradouro tormento, que, como já mencionei, doze anos depois ceifaria a vida do nosso mais ilustre Brejeiro.

Jacinto Alves da Silveira foi, até hoje, o único capaz de reunir todos os predicados que habilitam qualquer individuo a afirmar ter vivido a vida em toda a sua plenitude na prática do bem. Descendente de famílias de Ouro Preto, assim como os Pena, Oliveira, Dias, Xavier, entre outras, esta última pertencente à genealogia do grande Mártir da Inconfidência, o Tiradentes, Jacinto, um dos muitos filhos do velho Fazendeiro José Alves da Silveira com Antônia Joaquina da Luz, nasceu no Brejo, lá pelos idos de 1871, quando o Brejo sequer sonhava em ter as feições de hoje. Ao contrário, assemelhava-se, muito mais, ao longínquo dois de novembro de 1704, quando não passava de uma vasta mata às margens dos rios Verde Grande, São Domingos e Gorutuba, onde Antônio Gonçalves Figueira, dono de várias fazendas na região, fincou pela primeira vez, ao lado da Lagoa das Pedras, o imenso cruzeiro que marcaria para sempre, no tempo e no espaço, o início de uma nova era, de uma promissora civilização e de uma progressista Cidade, como o próprio Bandeirante profetizara. Jacinto, ao contrário de seus outros irmãos que eram todos Fazendeiros, desde a infância, apesar de rústico, já se revelava muito inteligente, quando lia, escrevia e realizava cálculos difíceis até mesmo para quem tinha a mais elevada cultura. Era, desde aqueles tempos, um iluminado, na mais clara e límpida definição do termo.

Bonito, com 1,80 de altura, bigodes aparados e bem fornidos, cabelos cortados à escovinha, trajando-se sempre de brim cáqui, o belo jovem Jacinto Silveira juntamente com outros peões, percorria, no lombo do cavalo, por estradas de chão batido a longa distância de 267 quilômetros conduzindo grandes manadas de gados de corte que eram vendidas na cidade de Curralinho, hoje, Corinto, situada ao norte de Minas Gerais. Com 24 anos conheceu e casou-se com a normalista Maria Luiza de Araújo, na velha Matriz de Montes Claros, no dia 16 de novembro de 1895. Maria Luiza, ou dona Mariquinha, foi durante toda a vida, sua fiel e inseparável companheira, a qual foi responsável pela condução dos destinos do povo brejeiro no campo da educação e cultura, enquanto Jacinto preparava esse mesmo povo na política e principalmente para a emancipação administrativa do Brejo, que ocorreria em 1923-24. Juntos, tiveram nove filhos. Foi o primeiro presidente da primeira legislatura municipal brejeira, 1924-1930, que era composta pelos seguintes vereadores: Padre Augusto Prudêncio da Silva, Francisco Fernandes de Oliveira, José Dias Pereira Zeca, João de Deus Dias de Farias e Rogério da Costa Negro, este último, um grande comerciante do ramo de tecidos, fazendeiro e juiz de paz.

Lutador incansável pelos direitos de seu povo, íntegro, transparente, correto em todas as suas atitudes, honesto até a medula, numa época em que a mosca varejeira sequer sonhava sobrevoar o mundo da política, Jacinto Silveira conduzia os destinos do povo Brejeiro pelos caminhos da retidão e do porvir, assim como Moisés, do Egito, conduzia seu povo rumo à Terra Prometida. Jamais perdeu uma só eleição. O Brejeiro daqueles tempos sabia reconhecer os valores inalienáveis daquele homem e o tinha como a um verdadeiro Líder. E como tal se comportava: respeitador e cerimonioso, de falar pausado, olhava sempre nos olhos do interlocutor, por mais simples que fosse, nunca interrompia quando o outro se pronunciava. Firme e assertivo, sempre expressou o seu pensamento. Nunca se utilizou de meias palavras. Era homem de posições claras e definidas. Benevolente e despojado, servia a todos com amor sem pedir nada em troca. Disciplinado, sabia ser enérgico sem ser jactante. Muitos foram os Governadores de Estado que utilizaram o prestígio de Jacinto. A palavra dele era uma ordem e nela todo e qualquer Brejeiro acreditava cegamente porque Jacinto nunca deixou de cumpri-la.

Rico, dono de várias fazendas de gado e cultivo, casas comerciais e muitas outras fontes de renda, Jacinto Alves da Silveira, homem que durante toda a existência sempre teve a casa cheia de amigos e correligionários, que sem nenhum apego às

coisas materiais, ajudava, com recursos pessoais a todos, brejeiros ou não; bancava, do próprio bolso, inúmeros candidatos em campanhas eleitorais caríssimas. Depois de ter custeado a emancipação do Brejo das Almas, tendo inclusive doado prédios de sua propriedade para comporem a Sede Administrativa e o conjunto arquitetônico do Município, condição esta indispensável a sua homologação, já no final da vida, corroído pela enfermidade degenerativa, ainda era obrigado a arrastar-se de sua casa até a Prefeitura, onde dava expedientes, deixando-nos o belo exemplo de que é no trabalho que nós realizamos e enobrecemos. Morreu, no entanto, pobre, mas digno e praticamente só, tendo a seu lado apenas os familiares.

Não é sem motivo que um de seus filhos, o também Coronel Geraldo Tito da Silveira, assim se expressa em um de seus lindos libelos, referindo-se as indiferenças das quais fora vítima o pai: “Nos áureos tempos de sua vida abastada, quando ele plantava as sementes de uma pequena fortuna, depois esbanjada nos ardores da política, feita somente para o bem-estar de outrem, sua casa solarenga vivia repleta de “amigos”. Até então, não se via pela estrada real, que ia dar à Bahia, uma só pousada ou hospedaria, de modo que os forasteiros que por ali passavam procuravam a casa do Coronel Jacinto, onde recebiam todo o conforto, gratuitamente. Muitas dessas pessoas eram acometidas de terríveis pestes inclusive febre brava!”.

E arremata o grande escritor do Norte de Minas, Geraldo Tito da Silveira, agora lamentando mais uma grande injustiça com a qual brindaram o pai. Aliás, muito já falei sobre tal injustiça que espero um dia, quiçá nessa atual encarnação ver corrigida: “Como corolário da ingratidão dos homens, mudaram o nome de Brejo das Almas, não para perpetuar o nome de Jacinto Silveira, na terra que engrandecera, mas para honrar o nome de outro Brasileiro, ilustre, é verdade, mas que nada fizera por ela.”. Refere-se ao Doutor Francisco Sá, (1862-1936), nascido na fazenda Brejo de Santo André, que naqueles tempos pertencia ao Município de Grão Mogol e que foi Ministro da Viação e levou a Estrada de Ferro Central do Brasil até Montes Claros, que muito lhe deve.

Estou certo de que a data de hoje, 08 de janeiro de 2026, será lembrada com muitas e   justas homenagens, do nosso povo brejeiro, do mais simples ao mais importante, especialmente pela numerosa descendência de nossos queridos e dignos Silveiras do Brejo das Almas, àquele que não mediu esforços para que o Brejo seguisse seu curso rumo ao porvir atual. Visionário, brilhante, muito à frente do seu tempo que, do alpendre de seu casarão solarengo observava, lá embaixo, aquele pequeno e diminuto amontoado de pequenos casebres, que pouco ou quase nada prenunciava de uma cidade progressista, mas que ele, ali, sozinho, vaticinava com a visão inequívoca dos sábios: Farei tudo que puder por este povoado! Enquanto eu, forças e vida tiver, lutarei pela nossa terra, pela nossa gente, pois estou convicto de que isto aqui será um grande e promissor lugar.

Apesar dos muitos percalços percorridos desde aquele solitário prognóstico de Jacinto até os dias de hoje, mesmo cientes de que o Brejo poderia estar melhor colocado no ranking merecido das grandes cidades que oportunizam condições básicas aos seus locais, propiciando-lhes emprego, saúde, educação e bem-estar dignos de retê-los à essa terra abençoada, temos que admitir, com muito prazer, brejeiros ou não, que a nossa cidade, que o nosso Brejo, que Francisco Sá mudou muito, e para melhor. Valeu muito á pena toda a luta e esforço do nosso fundador. Ele acertou.

Portanto, brejeiros, meus conterrâneos, Jacinto Alves da Silveira foi, é e continua sendo o maior de todos. Ninguém, até aqui, além dele, deu maior prova de amor ao brejo. Ele deu tudo de si, tudo que tinha, até a própria vida, para que o Brejo das Almas ou Francisco Sá figurasse no mapa de Minas e do Brasil, como o Município importante que hoje é.

Depois de permanecer por longo tempo na erraticidade (sou católico espírita, acredito piamente nisso), acha-se, atualmente, no meio de nós. Não dentro da política que, convenhamos, mudou muito, e para pior. Servidor nato e dedicado que jamais fugiu à luta, não obstante toda a ingratidão que recebeu, acreditem céticos de plantão: Se hoje fosse feita uma “chamada oral”, dessas que se fazem nas escolas e nos quartéis, convocando homens de bem a colaborarem com qualquer causa que tivesse por objetivo o bem comum, a justiça social, a luta contra as desigualdades dos menos favorecidos, alguém, digno, decente, probo e humano em quem, todos nós, brejeiros ou não, pudéssemos confiar e nos espelhar, ao bradarem o nome “Jacinto Alves da Silveira...!”, com toda certeza ouviríamos, prontamente, em algum lugar do Brasil, ou, quiçá, do próprio Brejo das Almas que ele tanto amou, a voz firme, forte e determinada do coronel, guerreiro imbatível, humano, e grande líder.

“Presente... Eis-me aqui!”.

 Nota:

É público que não vivo no Brejo há muitos anos. Talvez por isso algum conterrâneo possa imaginar que este meu fascínio pelo Brejo seja por que não vivo nele. Ledo, compreensível e perdoável engano. Sai do brejo com 21 anos. Foram 21 anos de amor intenso a essa terra abençoada que me serviu de berço. Respirei todos os seus ares. Todos os seus cantopês. Todos os seus carnavais, aliás, saí do Brejo depois do carnaval de 1973. Março. Rua Montes Claros. Desfile. Mestre Boca. Porta bandeira ainda menina. Presenciei a tudo isso porque eu lá estava. Absorvi todas as suas brisas quentes vindas do Mocó. Seus ventos uivantes que me tocavam à pele áspera eram recebidos como bálsamos. Amassei todos os barros de todas as poças da Vila Vieira. Até a poeira da “federal” eu inalei com amor. Distante, jamais sai daí. Aliás, foi de longe que aprendi a amar muito mais o Brejo. Sem contar as muitas vezes que aí estive, anonimamente, só para saborear seus ares e recarregar as baterias. Talvez nem mesmo as mais de duas mil crônicas que escrevi sobre o Brejo sejam capazes de exteriorizar este meu amor.

E tenho dito.

*O autor nasceu no Brejo das Almas, Francisco Sá, Minas Gerais, Brasil.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

SINOPSE DO LIVRO "FATOS E PERSONAGENS DO ANTIGO BREJO DAS ALMAS"


 FATOS E PERSONAGENS DO ANTIGO BREJO DAS ALMAS, por Enoque;Alves;Rodrigues - Clube de Autores

Alô Brejeiros, meus conterrâneos!!!

Acabo de realizar tarde memorável de autografos do meu mais recente livro "Fatos e Personagens do Antigo Brejo das Almas". Foi um verdadeiro sucesso!!!

Muitos me perguntam qual foi a minha sensação ao escrever este livro, quando tive de revisitar e resgatar 

no recôndito da memória, acontecimentos que muitos movimentaram a vida de nosso velho Brejo das Almas, Francisco Sá, ao norte das Minas Gerais, sertão onde eu, orgulhosamente nasci.

Foi, deveras, emocionante o meu reencontro com antigos personagens que fizeram parte da minha infância. É claro que nem todos eu tive o prazer de conhecer. Com os mais antigos, meus extemporâneos, os que chegaram antes de mim, travei conhecimento através de meu saudoso avô, o Sr. Liberato.

Aqui, neste meu espaço, vai uma sinopse do livro.

INTRODUÇÃO

Fatos e Personagens do Antigo Brejo das Almas nos convidam a mergulhar em um universo repleto de histórias e figuras que compõem a rica tapeçaria cultural de uma região única. Situada ao norte de Minas Gerais, marcado por transformações sociais, econômicas e políticas, Brejo das Almas, ou Francisco Sá, serve como cenário para narrativas que transcendem o tempo e o espaço.

Contexto Histórico

O Antigo Brejo das Almas é uma localidade que, ao longo dos anos, passou por diversas fases de desenvolvimento, desde sua fundação até os dias atuais. Este livro busca explorar as camadas históricas que moldaram a identidade do lugar, proporcionando ao leitor uma compreensão aprofundada sobre como eventos passados influenciam o presente.

Personagens Notáveis

Ao longo das páginas, encontramos personagens marcantes cujas vidas e feitos são entrelaçados com a história da região. Desde líderes políticos, como Jacinto Silveira, entre outros, até figuras anônimas que deixaram uma marca indelével, cada pessoa mencionada contribui para um mosaico de experiências humanas que enriquece a narrativa do Brejo das Almas.

Temas e Narrativas

Os temas abordados incluem a luta pela liberdade, a preservação da cultura local, belezas naturais e as mudanças econômicas que afetaram a região. As narrativas são cuidadosamente selecionadas para apresentar um panorama diversificado e autêntico dos acontecimentos e das pessoas que ajudaram a moldar este espaço