quinta-feira, 20 de agosto de 2026

APARECIDA DO BRASIL, ROGAI POR NÓS!

 APARECIDA DO BRASIL, ROGAI POR NÓS!, por Enoque,Alves,Rodrigues - Clube de Autores


APARECIDA DO BRASIL, ROGAI POR NÓS!

A história da imagem que saiu das águas do Paraíba e se tornou símbolo de fé, esperança e identidade do povo brasileiro

Livro com 322 págimas escritas para você com muito amor e fé;

Enoque Alves Rodrigues

APARECIDA DO BRASIL, ROGAI POR NÓS!

A história da Padroeira que nasceu das águas, acolheu o Brasil e continua a inspirar milhões de brasileiros

Enoque Alves Rodrigues

        APARECIDA DO BRASIL, ROGAI POR NÓS!

Da pequena imagem encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul à maior expressão da devoção mariana brasileira

Autor

Enoque Alves Rodrigues

São Paulo – Brasil
2026

VERSO DA FOLHA DE ROSTO

© 2026 — Enoque Alves Rodrigues

Todos os direitos reservados.

Esta obra é fruto de pesquisa histórica, religiosa e cultural sobre Nossa Senhora da Conceição Aparecida, sua imagem, seu Santuário, sua cidade e sua importância na formação da identidade religiosa e cultural do Brasil.

Os relatos de milagres e graças apresentados neste livro são tratados segundo a tradição devocional, os registros históricos disponíveis e os testemunhos associados à devoção mariana.

DEDICATÓRIA

Dedico este livro a todos os brasileiros que, em algum momento da vida, olharam para Nossa Senhora Aparecida e encontraram nela uma palavra de esperança.

Dedico-o aos milhões de peregrinos que chegam a Aparecida levando pedidos, agradecimentos, lágrimas, promessas e sonhos.

Dedico-o especialmente às mães brasileiras, às famílias, aos trabalhadores, aos enfermos, aos humildes e a todos aqueles que, diante das dificuldades da vida, ainda conseguem dizer:

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

E dedico-o também ao Brasil.

Ao Brasil que sofre.

Ao Brasil que espera.

Ao Brasil que precisa reencontrar a fraternidade, a esperança, a honestidade, a paz e o respeito entre seus filhos.

Que a Senhora Aparecida continue olhando por esta terra que aprendeu a chamá-la de Mãe.

EPÍGRAFE

“Nossa Senhora Aparecida, Mãe do Brasil, rogai por nós.”

Que esta pequena frase nunca seja apenas uma oração pronunciada pelos lábios.

Que seja também um compromisso assumido pelo coração.

Porque pedir à Mãe que rogue por nós significa reconhecer que precisamos de auxílio — e também reconhecer que precisamos fazer a nossa parte para tornar o Brasil mais justo, mais humano e mais fraterno.

AGRADECIMENTOS

Agradeço, primeiramente, a Deus, fonte de toda esperança e de toda vida.

Agradeço à Igreja Católica, aos Missionários Redentoristas e a todos aqueles que, ao longo de mais de três séculos, dedicaram suas vidas à preservação, divulgação e propagação da devoção a Nossa Senhora Aparecida.

Agradeço aos sacerdotes, religiosos, religiosas, pesquisadores, historiadores, comunicadores, artistas, peregrinos e devotos que ajudaram a construir a extraordinária história de Aparecida.

Agradeço particularmente àqueles homens que compreenderam que evangelizar também significava acolher.

E agradeço a todos os brasileiros que, geração após geração, fizeram de Aparecida muito mais do que um lugar de peregrinação.

Fizeram dela um lugar de encontro.

Encontro com a fé.

Encontro com a esperança.

Encontro com a própria história do Brasil.

PREFÁCIO

Há lugares que pertencem à geografia.

Há outros que pertencem à história.

E existem aqueles que, ultrapassando a geografia e a história, passam a pertencer à alma de um povo.

Aparecida é um desses lugares.

Às margens do Rio Paraíba do Sul, no ano de 1717, três pescadores encontraram uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição. Primeiro apareceu o corpo. Depois, a cabeça. Em seguida, veio uma pesca extraordinária.

Aquele episódio, transmitido de geração em geração, transformou-se no ponto de partida de uma das maiores devoções religiosas do Brasil.

O que aconteceu depois parece maior do que a própria pequena imagem encontrada nas águas.

Ao redor daquela devoção nasceu uma comunidade.

A comunidade cresceu.

Apareceram capelas.

Depois uma igreja.

Depois uma grande Basílica.

E, finalmente, um dos maiores santuários marianos do mundo.

O Santuário Nacional registra que a Basílica Histórica foi inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888, enquanto a construção da nova Basílica teve sua pedra fundamental lançada em 1946 e suas obras iniciadas efetivamente em 1955.

Mas a história de Aparecida não pode ser contada apenas através de datas.

É preciso contá-la através das pessoas.

Dos pescadores.

Dos padres.

Dos missionários.

Dos peregrinos.

Das mães.

Dos doentes.

Dos pobres.

Dos governantes.

Da Princesa Isabel.

Dos Papas.

E, sobretudo, de um povo que aprendeu a enxergar naquela pequena imagem escura uma presença maternal.

Entre todos os sacerdotes que marcaram essa história, este livro reservará um espaço especial ao Venerável Padre Vítor Coelho de Almeida.

Sua vida esteve profundamente ligada à devoção a Nossa Senhora Aparecida. Depois de sua ordenação sacerdotal, em 1924, ele retornou a Aparecida e ali desenvolveu uma extraordinária obra de evangelização. Mais tarde, sua voz alcançaria milhões de brasileiros através do rádio.

Padre Vítor compreendeu algo fundamental: Nossa Senhora Aparecida não deveria permanecer apenas dentro de uma igreja.

Ela precisava chegar às casas.

Precisava chegar aos campos.

Às fábricas.

Às cidades.

Às famílias.

Aos corações.

Foi assim que Aparecida se tornou também uma poderosa presença na comunicação religiosa brasileira.

Este livro, portanto, não pretende apenas contar uma história religiosa.

Pretende contar uma história brasileira.

Porque Aparecida não está fora do Brasil.

Aparecida está dentro do Brasil.

E talvez seja exatamente por isso que, depois de tantos séculos, ainda podemos repetir:

Aparecida do Brasil, rogai por nós!

S U M Á R I O:

Dedicatória, 1

Epígrafe, 3

Agradecimento, 4

Prefácio, 6

Apresentação, 15

Sobre O Autor, 19

Introdução, 21

C A P Í T U L O S:

CAPÍTULO 1

A Imagem que o Rio Paraíba Entregou ao Brasil, 25

CAPÍTULO 2

A Pesca Milagrosa e o Primeiro Sinal, 35

CAPÍTULO 3

Os Primeiros Milagres e a Fé que se espalhou, 50

CAPÍTULO 4

A Pequena Capela e o Nascimento de uma Cidade, 55

CAPÍTULO 5

A Basílica Histórica: A Casa que acolheu o Brasil, 66

CAPÍTULO 6

Os Homens que Anunciaram Aparecida, 72

CAPÍTULO 7

Padre Vítor Coelho de Almeida — O Missionário de Nossa Senhora, 87

CAPÍTULO 8

Princesa Isabel e Outros Peregrinos Ilustres, 109

CAPÍTULO 9

A Padroeira do Brasil, 121

CAPÍTULO 10

A Grande Basílica: O Sonho que se Tornou Monumento, 139

CAPÍTULO 11

Os Papas aos Pés da Senhora Aparecida, 151

CAPÍTULO 12

Aparecida e o Brasil: Fé, Cultura e Identidade, 165

CAPÍTULO 13

Os Milagres de Ontem e as Graças de Hoje, 183

CAPÍTULO 14

ROGAI POR NÓS! — Uma Prece pelo Brasil, 197

CAPÍTULO 15

A Senhora Aparecida e o Brasil que Queremos Construir, 216

CAPÍTULO 16

Os Bispos E Arcebispos De Aparecida, 236

APÊNDICE I

Cronologia De Aparecida, 271

APÊNDICE II

Grandes Personagens Da História De Aparecida, 279

APÊNDICE III

Os Três Papas De Aparecida, 288

APÊNDICE IV

O que Aparecida representa?, 292

APÊNDICE V

As Sete Grandes Lições De Aparecida, 294

PÊNDICE VI

Aparecida Em Uma Frase, 297

POSFÁCIO

O Rio, A Imagem E O Futuro, 299

Considerações finais, 303

Glossário, 306

Referências bibliográficas e documentais, 308

Nota do autor, 310

Arcebispos De Aparecida - Biografias Sintetizadas, 312

APRESENTAÇÃO

Este livro nasceu de uma pergunta simples:

O que representa Nossa Senhora Aparecida para o Brasil?

A resposta, entretanto, não é simples.

Para alguns, ela é a Padroeira do Brasil.

Para outros, é a Mãe que escuta.

Para milhões, é a imagem diante da qual se ajoelham para pedir proteção, saúde, paz e auxílio.

Para a história brasileira, porém, Nossa Senhora Aparecida representa algo ainda maior.

Ela é parte da memória nacional.

Sua história atravessa três séculos.

Acompanha mudanças políticas, sociais e econômicas.

Sobrevive a crises.

Atravessa gerações.

E permanece presente na vida cotidiana de milhões de brasileiros.

O pequeno objeto de terracota encontrado nas águas do Paraíba transformou-se em uma das imagens religiosas mais conhecidas do mundo.

E ao redor dela surgiu uma cidade.

Aparecida.

A cidade não existia como hoje a conhecemos quando os pescadores encontraram a imagem.

Foi a devoção que começou a organizar aquele espaço.

Foi a peregrinação que movimentou a região.

Foram os romeiros que deram sentido econômico e social ao lugar.

Foi a fé que ajudou a construir uma cidade.

E foi essa mesma fé que, séculos depois, ajudou a construir uma das maiores estruturas religiosas do planeta.

O próprio Santuário Nacional reconhece que a antiga Basílica já não conseguia comportar o número crescente de peregrinos, razão fundamental para o projeto de construção de um novo templo.

Mas este livro não pretende transformar a história de Aparecida em uma coleção de datas.

Queremos conhecer os homens e mulheres que fizeram essa história.

Queremos compreender os padres que chegaram quando tudo ainda era pequeno.

Queremos conhecer os Missionários Redentoristas.

Queremos compreender a obra extraordinária do Padre Vítor Coelho.

Queremos recordar a presença da Princesa Isabel.

Queremos recordar os Papas que visitaram o Santuário.

João Paulo II esteve em Aparecida em 4 de julho de 1980 e ali celebrou uma missa na Basílica Nacional, chamando o lugar de uma espécie de “Capital espiritual do Brasil”.

Bento XVI esteve em Aparecida em 2007, por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

E Francisco esteve no Santuário em 24 de julho de 2013, celebrando a Santa Missa e colocando aos pés de Nossa Senhora a vida do povo latino-americano.

Três Papas.

Três momentos.

Uma mesma Mãe.


sábado, 8 de agosto de 2026

MEMÓRIA BREJEIRA II - ARTHUR JARDIM DE CASTRO GOMES

 MEMÓRIA BREJEIRA II - PREFEITOS - ARTHUR JARDIM DE CASTRO GOMES, por Enoque,Alves,Rodrigues - Clube de Autores

MEMÓRIA BREJEIRA II - ARTHUR JARDIM




Sinopse

NOTA EDITORIAL:

Esta obra foi cuidadosamente pesquisada e escrita por Enoque Alves Rodrigues com o propósito de preservar a memória histórica de Dr. Arthur Jardim de Castro Gomes e contribuir para a valorização do patrimônio cultural de Francisco Sá, antigo Brejo das Almas, Minas Gerais. Que este livro permaneça como fonte de consulta, inspiração e reconhecimento para as presentes e futuras gerações.

Mais que uma Biografia, esta obra é uma justa homenagem que o autor, brejeiro de nascimento, que veio ao mundo, há 73 anos, pelas mãos da parteira Quitéria, na Padre Augusto, presta ao Dr. Arthur Jardim de Castro Gomes que muito fez pelo Brejo das Almas, Francisco Sá.

À Editora.

DEDICATÓRIA

Dedico esta obra à memória de todos aqueles que, por meio do trabalho, da inteligência e do compromisso com o bem público, contribuíram para a construção da história de Francisco Sá.

Em especial, a Arthur Jardim de Castro Gomes, cuja visão, competência e dedicação deixaram um legado permanente para o município e para as gerações que o sucederam.

Que estas páginas sirvam como um reconhecimento à importância de preservar a memória histórica, valorizar aqueles que ajudaram a construir nossa sociedade e inspirar novos pesquisadores a manter viva a história de nossa terra.

Enoque Alves Rodrigues

Características

ISBN978-65-266-8135-0
Número de páginas538
Edição1 (2026)
FormatoA5 (148x210)
AcabamentoBrochura c/ orelha
ColoraçãoPreto e branco
Tipo de papelPolen
IdiomaPortuguês

Tem algo a reclamar sobre este livro? 

atendimento@clubedeautores.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2026

MEMÓRIA BREJEIRA - JOÃO BAWDEN - PREFEITOS BREJEIROS DE ANTIGAMENTE, SÉRIE I

Meu Espaço - Clube de Autores

 

João Bawden – O Prefeito que Modernizou o Brejo das Almas

 Série:
Prefeitos Brejeiros de Antigamente – Volume I

Coleção:
Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá

FICHA TÉCNICA

Título:
João Bawden – O Prefeito que Modernizou o Brejo das Almas

Série:
Prefeitos Brejeiros de Antigamente – Volume I

Coleção:
Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá

Autor:
Enoque Alves Rodrigues

Pesquisa Histórica:
Enoque Alves Rodrigues

Texto e Organização:
Enoque Alves Rodrigues

Projeto Editorial:
Enoque Alves Rodrigues

Projeto Gráfico e Capa:
Enoque Alves Rodrigues

Revisão:
Alcaminos Revisores Gráficos

Formato:
14,8 × 21 cm

Número de páginas:
201

Idioma:
Português

Gênero:
História Regional / Biografia / Memória

1ª Edição:
2026

Local de publicação:
São Paulo – SP

ISBN:

Todos os direitos reservados.

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, armazenada ou transmitida por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, sem autorização prévia e por escrito do autor, excetuadas as citações permitidas pela legislação vigente.

© 2026 – Enoque Alves Rodrigues

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO DA OBRA,8 A 11

ACERVOS, FONTES E DOCUMENTOS PESQUISADOS, 12 A 16

PREFÁCIO, 17 E 18

SINOPSE, 19 E 20

SOBRE O AUTOR, 21 A 23

SÍNTESE BIOGRÁFICA DO DR. JOÃO BAWDEN, 24 A 29

ABERTURA: EXISTEM CIDADES QUE JAMAIS PODEM ESQUECER, 30 A 36

CAPÍTULO I

O BRASIL QUE ENCONTROU JOÃO BAWDEN, 37 A 53

CAPÍTULO II

A FAMÍLIA QUE MOLDOU UM HOMEM PÚBLICO, 54 A 59

CAPÍTULO III

A ESCOLA DE MINAS, 60 A 73

CAPÍTULO IV

O ENGENHEIRO DAS ESTRADAS, 74 A 88

CAPÍTULO V

O HOMEM QUE VEIO DE PASSAGEM, 89 A 97

CAPÍTULO VI

O CHAMADO DO DESTINO, 100 A 106

CAPÍTULO VII

O PRIMEIRO DIA DE GOVERNO, 107 A 120

CAPÍTULO VIII

A CIDADE QUE PRECISAVA SE MODERNIZAR, 121 A 126

CAPÍTULO IX

AS ESTRADAS, 127 A 134

CAPÍTULO X

A EDUCAÇÃO COMO ALICERCE DO PROGRESSO, 135 A 141

CAPÍTULO XI

O URBANISTA DO BREJO, 142 A 148

CAPÍTULO XII

O PREFEITO QUE O BREJO ESCOLHEU, 149 A 151

PRÓLOGO, 152 A 164

CARTA AOS FUTUROS BREJEIROS, 165 A 170

ÚLTIMA PÁGINA, 171 A 173

CURIOSIDADE HISTÓRICA, 174

NOTAS BIOGRÁFICAS ADICIONAIS:

NOTA 1 - BREJO DAS ALMAS ÀS VÉSPERAS DE UMA NOVA ERA. NOTA 2 - DAS MINAS IMPERIAIS AO SERTÃO NORTE-MINEIRO, 175 A 188

ÁLBUM FOTOGRÁFICO, 189 A 193

FICHA CATALOGRÁFICA DA COLEÇÃO BREJO DAS ALMAS, 194 A 201

APRESENTAÇÃO DA OBRA

Há muito tempo venho pensando em escrever este livro.

Na verdade, talvez eu o esteja escrevendo desde menino.

Nasci quando o antigo Brejo das Almas ainda conservava muito de sua velha alma sertaneja. Cresci ouvindo histórias contadas nas calçadas, nas varandas das fazendas, nos bancos da praça e nas rodas de conversa que pareciam nunca ter fim. Naquele tempo, as pessoas não aprendiam a história da cidade nos livros. Aprendiam ouvindo os mais velhos.

Foi assim que conheci muitos dos personagens que marcaram a vida do Brejo.

Uns já haviam partido.

Outros ainda caminhavam lentamente pelas ruas, trazendo consigo lembranças que nenhum documento registrava.

Cada conversa revelava um pedaço da história.

Cada lembrança ajudava a compreender melhor quem éramos.

Com o passar dos anos, percebi que aquela geração começava a desaparecer.

Levava consigo um patrimônio imenso.

A memória do Brejo.

Foi então que compreendi uma verdade simples.

Se ninguém escrevesse essas histórias, elas morreriam junto com aqueles que as guardavam.

Nascia ali, talvez sem que eu percebesse, o compromisso que me acompanharia durante toda a vida.

Pesquisar.

Ouvir.

Comparar documentos.

Consultar jornais antigos.

Visitar arquivos.

Conversar com famílias.

Anotar nomes.

Confirmar datas.

Preservar aquilo que o tempo insistia em apagar.

Depois de muitos anos de pesquisa, compreendi que a história de uma cidade não é feita apenas pelos grandes acontecimentos.

Ela é construída, sobretudo, pelas pessoas.

Homens e mulheres que dedicaram parte de suas vidas ao bem comum.

Entre esses homens, poucos deixaram marcas tão profundas quanto João Bawden.

Engenheiro por formação.

Administrador por vocação.

Mineiro de nascimento.

Brejeiro por escolha.

Ao escrever sua biografia, descobri que também estava escrevendo a história de uma época.

A história de um município que aprendia a organizar suas ruas.

A cuidar de suas escolas.

A conservar suas estradas.

A modernizar seus serviços públicos.

A construir seu futuro.

Este livro nasceu desse encontro entre memória e pesquisa.

Não pretende transformar ninguém em herói.

Nem esconder as dificuldades de seu tempo.

Pretende apenas contar, com honestidade, como viveu um homem que escolheu dedicar seus melhores anos ao antigo Brejo das Almas.

Se estas páginas conseguirem despertar no leitor o mesmo amor que sinto por esta terra, considerarei plenamente cumprida a missão deste trabalho.

Porque cidades também têm alma.

E a alma de Francisco Sá continua habitando o velho Brejo das Almas.

ACERVOS, FONTES E DOCUMENTOS PESQUISADOS

A elaboração desta obra fundamentou-se na pesquisa e no cruzamento de informações provenientes de diferentes acervos documentais, bibliográficos, iconográficos, jornalísticos e de memória oral, com o objetivo de preservar a fidelidade histórica e oferecer ao leitor uma narrativa consistente sobre a vida e a administração do prefeito João Bawden Teixeira.

Arquivos Públicos e Instituições de Pesquisa

  • Arquivo Público Mineiro – Belo Horizonte, Minas Gerais.
  • Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Mariana – Mariana, Minas Gerais.
  • Arquivo Histórico da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
  • Arquivo Histórico da Prefeitura Municipal de Mariana.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG).
  • Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa – Belo Horizonte.
  • Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.
  • Arquivo Nacional.

Acervos Municipais

  • Prefeitura Municipal de Francisco Sá.
  • Câmara Municipal de Francisco Sá.
  • Arquivo Administrativo do Município de Francisco Sá.
  • Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Francisco Sá.
  • Paróquia São Gonçalo de Francisco Sá.
  • Cemitérios e registros paroquiais do antigo Brejo das Almas.

Jornais e Periódicos Consultados

  • Liberal Mineiro (Ouro Preto).
  • Minas Geraes (Órgão Oficial do Estado).
  • Jornais históricos de Mariana.
  • Jornais históricos de Montes Claros.
  • Revistas do Arquivo Público Mineiro.
  • Revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Bibliografia Histórica

Foram consultadas obras relativas à história de Minas Gerais, da República Velha, da Revolução de 1930, do Estado Novo, da formação política do Norte de Minas, da engenharia brasileira e da administração pública municipal.

Fontes Digitais

Também foram consultados bancos de dados, repositórios universitários, catálogos documentais e bases digitais de pesquisa histórica, entre eles:

  • Repositório Institucional da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), especialmente estudos sobre a história política de Mariana.
  • Sistema Integrado de Acesso do Arquivo Público Mineiro (SIAAPM), para identificação de documentos e correspondências relativas a João Bawden Teixeira.
  • Acervos históricos vinculados à Universidade Federal de Ouro Preto e à documentação da antiga Câmara de Mariana.

Fontes Orais

A presente obra também incorpora informações preservadas pela tradição oral do antigo Brejo das Almas, colhidas ao longo de décadas de entrevistas e conversas com moradores, descendentes de famílias tradicionais e estudiosos da história local. Sempre que possível, essas narrativas foram confrontadas com documentos escritos, respeitando-se a distinção entre fatos documentalmente comprovados e memórias transmitidas entre gerações.

Pesquisa do Autor

Grande parte das informações aqui reunidas resulta de mais de cinco décadas de pesquisas desenvolvidas por Enoque Alves Rodrigues, por meio da coleta de documentos, fotografias, jornais antigos, manuscritos, depoimentos, registros familiares e estudos sobre a formação histórica, política e cultural do antigo Brejo das Almas, atual Francisco Sá.

Esta obra integra a coleção Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá, cujo propósito é preservar, documentar e difundir a memória histórica do município e de seus protagonistas para as presentes e futuras gerações.

 PREFÁCIO

A história de um povo é construída não apenas pelos grandes acontecimentos nacionais, mas também pela atuação daqueles que, em suas comunidades, dedicaram inteligência, trabalho e espírito público ao bem comum. João Bawden pertence a esse seleto grupo de homens cuja passagem pela administração municipal deixou marcas profundas e permanentes.

Neste primeiro volume da série Prefeitos Brejeiros de Antigamente, Enoque Alves Rodrigues oferece ao leitor um criterioso resgate histórico da vida e da obra de um administrador cuja trajetória se confunde com uma das fases mais importantes do desenvolvimento do antigo Brejo das Almas.

Ao reunir fatos, documentos, relatos e reflexões, o autor preserva uma memória que poderia se perder com o tempo, prestando justa homenagem a um homem que transformou desafios em realizações e conquistou o respeito da população por sua integridade e capacidade administrativa.

Mais do que recordar um prefeito, esta obra convida o leitor a compreender a formação histórica de Francisco Sá e a valorizar aqueles que contribuíram para a construção de sua identidade.

Eliomar de Oliveira Cavalcante

 SINOPSE

JOÃO BAWDEN – O Prefeito que Transformou o Brejo das Almas é o primeiro volume da série Prefeitos Brejeiros de Antigamente, dedicada a preservar a memória dos homens públicos que contribuíram para a construção da história de Francisco Sá, antigo Brejo das Almas.

Muito além de uma simples biografia, esta obra resgata a trajetória de um engenheiro, político e administrador que encontrou no pequeno município sertanejo a missão de sua vida. Oriundo de uma tradicional família mineira, João Bawden chegou ao Brejo quase por acaso, durante trabalhos de engenharia, mas ali permaneceu por amor à terra e ao seu povo.

Em poucos anos promoveu importantes transformações urbanas, reorganizou a administração municipal, investiu na infraestrutura, valorizou a educação e conquistou o respeito da população pela honestidade, simplicidade e dedicação ao serviço público.

Baseado em pesquisas, documentos e relatos históricos, Enoque Alves Rodrigues reconstrói a vida de um dos mais importantes prefeitos da história do município, oferecendo às novas gerações um valioso testemunho sobre a formação política e social do Norte de Minas.

Uma leitura indispensável para todos aqueles que desejam conhecer as raízes de Francisco Sá e compreender como homens de visão ajudaram a escrever a história do antigo Brejo das Almas.

 SOBRE O AUTOR

Enoque Alves Rodrigues é escritor, pesquisador, cronista e memorialista brasileiro, dedicado há mais de cinco décadas ao estudo da história, da cultura e da formação social do antigo Brejo das Almas, atual Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais.

Natural de Francisco Sá, desenvolveu ao longo da vida um profundo trabalho de pesquisa documental e de preservação da memória regional, reunindo informações provenientes de arquivos públicos, jornais antigos, documentos históricos, fotografias, depoimentos e tradições orais. Seu compromisso com a verdade histórica e com a valorização das raízes brejeiras transformou-o em uma das principais referências na documentação da história do município.

Além de pesquisador, construiu uma sólida carreira profissional nas áreas de engenharia, logística, administração de materiais e gestão de estoques, experiência que serviu de base para diversos livros técnicos e de desenvolvimento humano.

É autor de dezenas de obras publicadas, entre elas:

*  Gestão Geral de Estoques

*  Manual do Bom Almoxarife

*  Liderança Conquistada

*  O Poder de um Verdadeiro Sorriso

*  Nada Pode Parar Você

*  Saia do Fundo do Poço

*  Antes de Me Tornar Forte

*  O Dia em que Decidi Não Desistir

*  O Lado Humano da Dor

*  Influência Inteligente no Ambiente Corporativo

* O Livro que Vai Mudar o Seu Ano

Na área da memória histórica, dedica-se à preservação da identidade cultural do Norte de Minas por meio de livros, pesquisas e milhares de crônicas sobre o antigo Brejo das Almas, contribuindo para que personagens, fatos e acontecimentos relevantes permaneçam vivos para as futuras gerações.

"João Bawden – O Prefeito que Modernizou o Brejo das Almas" inaugura a coleção Memória Brejeira – História Documentada de Francisco Sá, série que resgata, de forma rigorosa e acessível, a trajetória dos homens e mulheres que contribuíram para a construção da história política, administrativa, social e cultural do município.

Mais do que escrever livros, Enoque Alves Rodrigues dedica sua vida a preservar um patrimônio que não pode ser perdido: a memória de um povo. Seu representa um legado para pesquisadores, estudantes, professores e para todos aqueles que compreendem que conhecer o passado é condição indispensável para construir o futuro.

 SÍNTESE BIOGRÁFICA

JOÃO BAWDEN TEIXEIRA

"Existem homens cuja grandeza não se mede pelos títulos que ocuparam, mas pelas marcas que deixaram na terra onde viveram."

Origens

João Bawden Teixeira nasceu em Mariana, Minas Gerais, na segunda metade do século XIX, em uma das famílias mais influentes da então Província de Minas Gerais.

Era filho do ilustre médico, minerador e homem público Dr. Antônio Teixeira de Sousa Magalhães e de Dona Maria Angelina Bawden, descendente da tradicional família Bawden, ligada à exploração mineral da histórica Mina da Passagem, em Mariana.

Recebeu sólida formação intelectual e moral, em um ambiente familiar onde o estudo, a responsabilidade pública e o compromisso com o desenvolvimento de Minas Gerais eram valores cultivados diariamente.

Desde cedo revelou grande interesse pelas ciências exatas, especialmente pela matemática, pela cartografia e pela engenharia, vocação que definiria sua futura trajetória profissional.

Formação

Ingressou na tradicional Escola de Minas de Ouro Preto, uma das instituições de ensino mais prestigiadas do Brasil no final do século XIX.

Ali recebeu formação técnica de elevado nível, destacando-se como Engenheiro Geógrafo, profissão que lhe proporcionaria intensa atuação na abertura de estradas, levantamentos topográficos e projetos de infraestrutura em diversas regiões mineiras.

Durante sua permanência em Ouro Preto, ampliou seus conhecimentos técnicos e consolidou uma visão moderna sobre administração, planejamento territorial e desenvolvimento regional.

Vida Pública

Antes mesmo de chegar ao Norte de Minas, João Bawden já possuía experiência política.

Registros históricos indicam sua atuação na vida pública marianense, exercendo funções legislativas e participando ativamente da política de sua região.

Essa experiência administrativa e política seria decisiva anos mais tarde, quando assumiria a Prefeitura do antigo Brejo das Almas.

O Engenheiro

Transferiu-se posteriormente para Montes Claros, onde participou da fundação de uma importante empresa de engenharia voltada para a abertura de estradas no Norte de Minas Gerais.

Ao lado de destacados engenheiros e lideranças regionais, colaborou na implantação de centenas de quilômetros de vias de comunicação, contribuindo para integrar economicamente uma vasta região até então marcada pelo isolamento.

Foi durante esses trabalhos de campo que conheceu o pequeno povoado de Brejo das Almas.

O Encontro com o Brejo

Sua chegada ao Brejo das Almas ocorreu de forma casual.

Enquanto realizava levantamentos topográficos para abertura de novas estradas, encantou-se com a simplicidade da população, com a hospitalidade dos moradores e com o enorme potencial de desenvolvimento do município.

O que seria apenas uma breve permanência transformou-se em uma escolha definitiva.

João Bawden decidiu fixar residência na cidade.

Ali encontraria a missão pública que marcaria para sempre sua vida.

A Prefeitura

Em janeiro de 1932, após a saída do médico Dr. Paulo Cerqueira Rodrigues Pereira da administração municipal, João Bawden foi indicado para assumir a Prefeitura do Brejo das Almas.

Inicialmente recebido com reservas por parte de algumas lideranças locais, conquistou rapidamente a confiança da população por meio de uma administração dinâmica, organizada e voltada para o interesse coletivo.

Durante seu governo promoveu importantes melhorias urbanas e rurais, destacando-se a construção do matadouro municipal, o nivelamento de ruas e praças, a recuperação de estradas vicinais, reformas no cemitério, a fiscalização do ensino e diversas ações administrativas que contribuíram para modernizar o município.

O Reconhecimento Popular

Com a realização das eleições constitucionais, João Bawden foi confirmado pelo voto popular no cargo de prefeito.

Seu governo destacou-se pela honestidade, capacidade administrativa e permanente preocupação com o desenvolvimento do Brejo das Almas.

Mesmo após a implantação do Estado Novo, em 1937, permaneceu à frente da Prefeitura, demonstrando o reconhecimento de sua competência administrativa.

Os Últimos Dias

No exercício do mandato, João Bawden sofreu um grave ataque de angina.

Faleceu em 23 de dezembro de 1937, apenas dois dias antes do Natal, causando profunda comoção entre os moradores do município.

Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados, a população manifestou o desejo de que fosse sepultado na própria terra que aprendera a amar e que ajudara a transformar.

O Legado

Décadas após sua morte, João Bawden continua presente na memória de Francisco Sá.

Seu nome denomina ruas, praças e logradouros públicos, perpetuando a lembrança de um administrador cuja atuação ultrapassou os limites de seu tempo.

Mais do que um engenheiro ou político, João Bawden tornou-se símbolo de dedicação ao serviço público, planejamento administrativo e compromisso com o desenvolvimento do antigo Brejo das Almas.

Sua história permanece como exemplo de que o verdadeiro legado de um homem público não se mede pelo tempo em que ocupa um cargo, mas pelas transformações permanentes que deixa para sua comunidade.

ABERTURA

EXISTEM CIDADES QUE JAMAIS PODEM ESQUECER

Existem cidades que preservam sua história em monumentos grandiosos, museus cuidadosamente organizados ou arquivos públicos repletos de documentos.

Outras, porém, dependem da memória de seu próprio povo.

O antigo Brejo das Almas pertence a esse segundo grupo.

Durante gerações, sua história foi transmitida de pai para filho, de avô para neto, nas conversas ao redor da mesa, nas calçadas das antigas casas, nas varandas das fazendas, nos bancos da praça, nas salas de aula e nas celebrações religiosas. Cada família guardou uma parte dessa memória. Cada morador tornou-se, sem perceber, um pequeno guardião da história da cidade.

Entretanto, o tempo é implacável.

Os documentos envelhecem.

As fotografias desaparecem.

Os jornais tornam-se raridades.

As testemunhas silenciam para sempre.

E, pouco a pouco, acontecimentos que ajudaram a construir a identidade de um povo correm o risco de desaparecer.

Foi exatamente para impedir esse esquecimento que nasceu esta coleção.

Memória Brejeira não é apenas uma reunião de biografias.

É um compromisso com a preservação da história de Francisco Sá.

Cada volume resgatará a trajetória de homens públicos que, em diferentes épocas, assumiram a responsabilidade de conduzir os destinos do antigo Brejo das Almas. Mais do que registrar datas, decretos ou mandatos, procuraremos compreender quem eram esses homens, quais desafios enfrentaram, quais sonhos alimentaram e que marcas deixaram na vida da comunidade.

Abrimos esta coleção com João Bawden Teixeira.

Engenheiro por formação.

Administrador por vocação.

Homem público por convicção.

Mineiro de nascimento.

Brejeiro por escolha.

Ao chegar ao antigo Brejo das Almas, trazia consigo uma sólida formação intelectual, experiência administrativa e o prestígio de uma família tradicional de Minas Gerais. Poderia ter seguido outros caminhos. Poderia ter construído sua carreira em centros mais desenvolvidos e confortáveis.

Escolheu permanecer onde havia trabalho a fazer.

Escolheu servir.

Nos anos em que esteve à frente da Prefeitura, promoveu melhorias que contribuíram para modernizar o município e consolidou uma forma de administrar baseada na honestidade, no planejamento e no compromisso com o bem comum.

Décadas depois de sua morte, seu nome continua presente em ruas, praças e na memória da cidade.

Mas a pergunta permanece.

Quem foi, realmente, João Bawden?

Este livro procura responder a essa pergunta.

Não por meio de lendas.

Não por meio de exaltações.

Mas por meio da pesquisa histórica, da documentação disponível e da memória preservada pela comunidade.

Porque um povo que conhece sua história fortalece sua identidade.

E uma cidade que honra seus construtores jamais permitirá que eles sejam esquecidos.

Se, ao concluir estas páginas, o leitor sentir que caminhou pelas antigas ruas do Brejo das Almas, conheceu seus personagens, compreendeu seus desafios e descobriu um pouco mais sobre a formação de Francisco Sá, então este trabalho terá cumprido sua missão.

A memória de uma cidade é o seu bem mais precioso.

Preservá-la é um dever de todos nós.

O Encontro com o Brejo

Foi durante um daqueles intermináveis levantamentos topográficos que o destino resolveu mudar o rumo da vida de João Bawden Teixeira.

Dias seguidos caminhando pelo sertão.

Subindo serras.

Descendo grotas.

Atravessando córregos.

Abrindo picadas onde, muitas vezes, somente tropeiros e boiadas haviam passado.

O trabalho era duro.

Mas era exatamente isso que um engenheiro fazia naquela época.

Conhecer a terra.

Medi-la.

Entendê-la.

Transformá-la em caminhos.

Conta a tradição que, numa dessas jornadas, quando menos esperava, João Bawden saiu de uma estreita picada aberta no mato e avistou um pequeno povoado.

Não era grande.

Não possuía edifícios imponentes.

Nem ruas largas.

Muito menos o movimento das cidades históricas onde vivera.

Era apenas um agrupamento de casas simples, espalhadas em torno da igreja e da praça principal.

Chamava-se Brejo das Almas.

Foi amor à primeira vista.

O engenheiro, acostumado às montanhas de Mariana e às ladeiras de Ouro Preto, encontrou naquele pequeno recanto do sertão mineiro algo que nenhuma grande cidade poderia oferecer.

Encontrou um povo.

Um povo simples.

Hospitaleiro.

Trabalhador.

Orgulhoso de sua terra.

E foi esse povo que conquistou João Bawden.

Mais tarde, quando perguntavam onde estava morando, respondia com a simplicidade típica dos mineiros:

— Estou de passagem pelo Brejo.

Era apenas uma maneira de falar.

Porque, sem perceber, já havia criado raízes.

A cidade o adotara.

E ele, definitivamente, já havia adotado a cidade.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

BREJO DAS ALMAS - Coronéis, Compadres e Eleições

                                              BREJO DAS ALMAS:

     Coronéis, Compadres e Eleições

Subtítulo:

Uma crônica romanceada sobre o sertão mineiro e os bastidores da política de antigamente.

BREJO DAS ALMAS: Coronéis, Compadres e Eleições, por Enoque,Alves,Rodrigues - Clube de Autores

         

                                        P5#yIS1

FICHA CATALOGRÁFICA GERAL DA COLEÇÃO “BREJO DAS ALMAS”

Autor: Enoque Alves Rodrigues

Título da Coleção: Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo

Responsabilidade intelectual: Enoque Alves Rodrigues Categoria: História Regional, Memória Social, Cultura Popular, Crônicas, Biografias e Patrimônio Cultural

Idioma: Português

País: Brasil

Período de Produção Literária: 1979–2026

Abrangência Temática: História do antigo Brejo das Almas (atual município de Francisco Sá – MG), memória coletiva, tradições populares, genealogia, política local, personagens históricos, cultura sertaneja, festas religiosas, costumes, infância rural e identidade regional.

OBRAS PUBLICADAS E EM PUBLICAÇÃO

1. Brejeiros e Brejalminos

  • Escrito em: 1989
  • Publicado em: 1991
  • Editora: Livre Expressão
  • Páginas: 312
  • Situação: Esgotado

2. O Brejo das Almas em Crônicas

  • Escrito em: 1992
  • Publicado em: 1994
  • Editora: Esplanada
  • Páginas: 210
  • Situação: Esgotado

3. Só Acontece no Brejo das Almas

  • Escrito em: 2003
  • Publicado em: 2006
  • Páginas: 101
  • Situação: Esgotado

4. O que é Isso Meu Brejo Querido?

  • Escrito em: 2006
  • Publicado em: 2007
  • Editora: Livre Expressão
  • Páginas: 201
  • Situação: Esgotado

5. Todas as Crônicas do Brejo

  • Escrito em: 2008
  • Publicado em: 2008
  • Editora: Transversal
  • Páginas: 113
  • Situação: Esgotado

6. Fatos e Personagens do Antigo Brejo das Almas

  • Escrito entre: 2009 e 2012
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 346
  • Situação: Estoque livre 

7. Os Brejos da Minha Infância

  • Escrito em: 2016
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 109
  • Situação: Estoque livre 

8. O Menino Brejeirinho do Catuni, das Barrancas do Rio Gorutuba

  • Escrito em: 2018
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 148
  • Situação: Estoque livre 

9. Os Cantopês e as Festas do Brejo das Almas

  • Escrito em: 2019
  • Publicado em: 2025
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 115
  • Situação: Estoque livre 

10. Devaneios de Um Brejeiro Ausente

  • Escrito em: 2011
  • Publicado em: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 211
  • Situação: Estoque livre 

11. Liberato, o Pai Velho, Meu Avô

  • Escrito em: 1979
  • Publicado em: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 103
  • Situação: Estoque livre 

12. Brejo das Almas: Coronéis, Compadres e Eleições

  • Escrito entre: 2010 e 2012
  • Publicação prevista: 2026
  • Editora: Clube de Autores
  • Páginas: 218
  • Situação: Estoque livre 

DADOS GERAIS DA COLEÇÃO

Total de obras: 12 volumes

Páginas publicadas: 

aproximadamente 2.086 páginas

Gêneros predominantes:

  • Crônicas históricas
  • Memórias autobiográficas
  • História regional
  • Biografias
  • Cultura popular
  • Estudos sociopolíticos
  • Patrimônio imaterial

Palavras-chave:
Brejo das Almas; Francisco Sá; Norte de Minas; História Regional; Memória Cultural; Cultura Sertaneja; Tradições Populares; Cantopês; Rio Gorutuba; Personagens Históricos; Política Municipal; Genealogia; Patrimônio Cultural.

NOTA BIBLIOGRÁFICA

A coleção “Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo”, de autoria de Enoque Alves Rodrigues, constitui um dos mais extensos e importantes registros literários e documentais dedicados à preservação da memória histórica, social e cultural do antigo Brejo das Almas, atual município de Francisco Sá. Ao longo de mais de quatro décadas de pesquisa, observação e escrita, o autor reuniu relatos, personagens, acontecimentos, tradições, festas populares, fatos políticos e lembranças pessoais que ajudam a compreender a formação histórica e identitária de uma das mais tradicionais comunidades do Norte de Minas Gerais.

Seu conjunto de obras representa um relevante legado para pesquisadores, estudantes, historiadores, genealogistas e para as futuras gerações de brejeiros e brejalminos, preservando a memória de um povo que escreveu sua própria história com trabalho, dignidade, fé e orgulho de suas raízes.

Autor: Enoque Alves Rodrigues
Coleção: Brejo das Almas – História, Memória e Identidade de um Povo
Período de produção: 1979–2026
Total de obras: 12 volumes
Natureza da obra: Documentação histórica, memorialística e cultural do antigo Brejo das Almas.

 SOBRE O AUTOR

Enoque Alves Rodrigues é escritor, pesquisador e memorialista brasileiro. Autor de obras voltadas à história regional, à gestão organizacional e à preservação da cultura popular, dedica-se ao resgate de narrativas que retratam personagens, costumes e acontecimentos marcantes do sertão mineiro. Em seus escritos, alia pesquisa, observação histórica e linguagem acessível, aproximando o leitor de episódios que ajudam a compreender a formação social e cultural do Brasil.

 INTRODUÇÃO

O Tempo em que a Palavra Valia Mais que o Papel

Existiu um tempo em que o sertão falava baixo, mas era ouvido longe.

As notícias viajavam lentamente, carregadas pelo lombo dos cavalos, pelas tropas de burros ou pela boca dos viajantes que cruzavam estradas de terra sob o sol inclemente do Norte de Minas. As distâncias eram medidas em léguas, não em quilômetros. O relógio obedecia ao movimento do sol. As famílias sentavam-se nas varandas ao cair da tarde para ouvir histórias, comentar acontecimentos e observar o movimento das ruas poeirentas.

Naquele Brasil distante, onde a modernidade ainda caminhava devagar, floresciam pequenas comunidades que sobreviviam graças ao trabalho árduo de seus moradores. Eram povoados simples, construídos em torno de igrejas, mercados, vendas e fazendas. Lugares onde todos conheciam todos e onde a reputação de um homem era construída ao longo de uma vida inteira.

Foi nesse cenário que surgiu Brejo das Almas.

Muito antes de receber o nome de Francisco Sá, a pequena localidade já possuía personalidade própria. O povo brejeiro era trabalhador, desconfiado, observador e dotado de um humor peculiar. Sabia rir das dificuldades e transformar acontecimentos cotidianos em histórias que atravessavam gerações.

A política, naturalmente, fazia parte desse universo.

Mas não a política sofisticada dos gabinetes climatizados, dos programas televisivos ou das campanhas milionárias que conhecemos atualmente.

Era uma política diferente.

Uma política feita cara a cara.

Uma política construída nas portas das vendas, nos balcões das farmácias, nas feiras livres, nos alpendres das fazendas e nos bancos das praças.

O eleitor conhecia o candidato pelo nome.

O candidato conhecia o eleitor pelo apelido.

Muitas vezes eram compadres.

Outras vezes eram parentes.

Frequentemente eram amigos.

Foi nesse ambiente que surgiram figuras lendárias que marcaram a história regional.

Homens conhecidos como coronéis.

O termo, embora frequentemente associado ao poder e à autoridade, nem sempre correspondia a uma patente militar. Em muitos casos representava liderança, influência econômica e prestígio social.

Os coronéis eram árbitros de conflitos, financiadores de festas religiosas, incentivadores de obras públicas e, inevitavelmente, protagonistas das disputas eleitorais.

Tinham defeitos.

Tinham virtudes.

Eram homens de seu tempo.

Entre essas figuras destacavam-se dois personagens cuja trajetória ajuda a compreender uma época inteira: Olímpio Dias e Jacinto Silveira.

Adversários políticos.

Compadres na vida pessoal.

Rivais nas urnas.

Amigos nas demais circunstâncias.

A convivência entre ambos revela uma característica raramente encontrada nos dias atuais: a capacidade de separar divergências políticas dos relacionamentos humanos.

Eles disputavam votos.

Jamais disputavam respeito.

Essa talvez seja uma das maiores lições escondidas nas páginas desta obra.

Ao longo dos anos, o Brasil mudou.

As estradas foram asfaltadas.

Os cavalos deram lugar aos automóveis.

As cartas foram substituídas por mensagens instantâneas.

As cédulas eleitorais deram lugar às urnas eletrônicas.

O mundo tornou-se mais rápido.

Mas algumas questões permaneceram praticamente as mesmas.

Continuamos discutindo poder.

Continuamos debatendo promessas.

Continuamos buscando líderes capazes de representar os interesses da população.

Mudaram os instrumentos.

Mudou a linguagem.

Mudaram os cenários.

Porém a essência humana permanece surpreendentemente semelhante.

Este livro não pretende ser um tratado político.

Tampouco uma biografia rigorosamente documental.

Trata-se de uma narrativa construída a partir de fatos, memórias, costumes e personagens que ajudam a compreender um período importante da história do sertão mineiro.

Muitos episódios aqui relatados foram preservados pela tradição oral.

Outros nasceram das lembranças de antigos moradores.

Alguns foram ampliados literariamente para proporcionar ao leitor uma experiência mais rica e envolvente.

Afinal, a missão da literatura não é apenas registrar acontecimentos.

É também dar vida a eles.

Ao abrir estas páginas, o leitor será transportado para um tempo em que os comícios pareciam festas populares.

Um tempo em que longos discursos ecoavam pela noite sertaneja.

Um tempo em que churrasco, aguardente e promessas eleitorais caminhavam lado a lado.

Um tempo em que os coronéis acreditavam controlar os votos e o povo aprendia, silenciosamente, a exercer sua própria vontade.

Porque existe uma verdade que atravessa todas as épocas:

O povo pode até ouvir conselhos.

Pode até aceitar favores.

Pode até sorrir diante das promessas.

Mas, diante da urna, a decisão final sempre lhe pertence.

É justamente essa verdade que transformará uma simples eleição em uma história memorável.

Uma história feita de humor, astúcia, amizade, ambição e surpresas.

Uma história genuinamente brasileira.

Uma história que começou em Brejo das Almas.

E que agora convido o leitor a conhecer.

 SINOPSE

No antigo Brejo das Almas, uma pequena vila perdida no sertão mineiro, dois coronéis disputam o poder sem jamais romper os laços da amizade. Entre comícios regados a churrasco, promessas eleitorais, acordos de compadrio, cavalgadas intermináveis e personagens inesquecíveis, desenrola-se uma história marcada pelo humor, pela astúcia política e pelas transformações de um Brasil que começava a deixar para trás os costumes do coronelismo.

Inspirado em fatos históricos e narrativas populares do norte de Minas Gerais, este livro conduz o leitor a uma época em que o voto era contado no olhar dos coronéis e a palavra empenhada ainda possuía valor de contrato.

ESTRUTURA DO LIVRO

Introdução

O Brasil dos Coronéis

Prefácio

A força das pequenas histórias na construção da grande História.

CAPÍTULO 1

Brejo das Almas

A origem da cidade, o povoado, os costumes e a vida sertaneja.

CAPÍTULO 2

Os Donos do Destino

Apresentação dos coronéis Olímpio Dias e Jacinto Silveira.

CAPÍTULO 3

Compadres e Adversários

Uma amizade acima da política.

CAPÍTULO 4

O Deputado Camilo Prates

Sua trajetória e influência regional.

CAPÍTULO 5

Dez Léguas de Poeira

As viagens a cavalo entre Montes Claros e Brejo das Almas.

CAPÍTULO 6

A Fazenda do Morro do Mocó

Personagens, causos e tradições rurais.

CAPÍTULO 7

O Largo do Comércio

Farmácia, vendas, armazéns e os encontros do povo.

CAPÍTULO 8

O Tempo dos Comícios

Como eram organizadas as campanhas eleitorais.

CAPÍTULO 9

Churrasco, Cinzano e Promessas

A grande festa eleitoral.

CAPÍTULO 10

O Eleitor Arisco

A mudança de comportamento do povo.

CAPÍTULO 11

Os Porcos da Eleição

O episódio dos duzentos porcos perdidos.

CAPÍTULO 12

A Noite do Grande Discurso

A ampliação completa da crônica original.

CAPÍTULO 13

O Homem Certo

O momento em que Olímpio percebe o erro fatal.

CAPÍTULO 14

E Deu Jacinto

A apuração, a derrota e suas consequências.

CAPÍTULO 15

O Fim de Uma Era

O desaparecimento gradual do coronelismo.

Encerramento

O que mudou e o que permaneceu na política brasileira.

CITAÇÕES PARA ABERTURA DOS CAPÍTULOS

"A política muda os discursos, mas raramente muda a natureza humana."

"O poder passa. As histórias ficam."

"O sertão guarda na memória aquilo que os livros esquecem."

"A amizade verdadeira sobrevive até às eleições."

"O povo aprende antes dos políticos.

AGRADECIMENTOS

A todos os pesquisadores, memorialistas, historiadores regionais, leitores, professores, jornalistas e cidadãos que preservam a memória do sertão mineiro e mantêm vivas as histórias que ajudaram a construir a identidade cultural do Norte de Minas.